Dois promotores do MPPB se declaram suspeitos e pedido de prisão de pediatra acusado de estupro, na Paraíba
13 ago 2024 - Paraíba
Mulher denuncia abuso na infância pelo pediatra suspeito de estuprar menina de 9 anos — Foto: Reprodução
O processo criminal contra o médico pediatra Fernando Paredes Cunha Lima, suspeito de uma série de estupros contra meninas entre 4 e 9 anos, enfrenta um impasse no Ministério Público da Paraíba (MPPB). Dois promotores de justiça já se declararam suspeitos de atuar no caso, e o processo aguarda redistribuição para um terceiro promotor. Ainda não há definição sobre quando isso ocorrerá.
Fernando Cunha Lima é acusado de cometer abusos ao longo de 33 anos, com base em depoimentos de vítimas e evidências reunidas pela Polícia Civil da Paraíba. A prisão preventiva do médico foi solicitada pela delegada Isabel Bezerra e aguarda parecer do MPPB. No entanto, o primeiro promotor designado para o caso, Arlan Costa Barbosa, se declarou suspeito, e seu substituto direto, Alexandre Jorge Nóbrega, tomou a mesma decisão, alegando razões de foro íntimo.
O caso foi tornado público no dia 6 de agosto, após a primeira denúncia formal, feita pela mãe de uma menina de 9 anos, que afirmou ter presenciado o médico tocando as partes íntimas da filha durante uma consulta. Desde então, outras cinco mulheres apresentaram denúncias, incluindo três sobrinhas do pediatra que relataram abusos cometidos quando eram crianças.
A Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Infância e a Juventude conduz as investigações e destaca a semelhança entre os relatos das vítimas. O médico é acusado de agir durante consultas e exames de rotina, aproveitando momentos de distração das mães presentes.
O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) informou que abriu uma sindicância para apurar o caso, enquanto a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), onde Fernando Cunha Lima atuava como diretor, decidiu suspendê-lo de suas funções.
Na última sexta-feira (9), o pediatra prestou depoimento na Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Infância e a Juventude em João Pessoa, após ter faltado a dois depoimentos anteriores. Apesar da gravidade das acusações, o médico manteve silêncio em relação à investigação e declarou à imprensa que não comentaria o caso. Sua defesa, no entanto, emitiu uma nota afirmando sua inocência e alegando que as acusações eram injustas.
O POVO PB
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