Dono da Pixbet é alvo de busca na 2ª fase da Operação Arena; sócio é preso no Litoral Sul da Paraíba

18 set 2026 - Notícias

Ernildo Júnior foi novamente alvo de mandado de busca e apreensão. Polícia Federal investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e crimes contra a ordem tributária — Foto: Divulgação

O empresário Ernildo Júnior, apontado como dono da casa de apostas Pixbet, foi novamente alvo da Polícia Federal durante a segunda fase da Operação Arena, deflagrada nesta quinta-feira (17) na Paraíba.

A PF cumpriu cinco mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva, além de medidas de sequestro de bens em João Pessoa e Campina Grande. A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e outros crimes contra a ordem tributária e financeira.

Assim como na primeira etapa, o mandado contra Ernildo foi de busca e apreensão. Ele não foi preso nesta fase da operação.

Sócio da Pixbet foi preso em Jacumã

A única prisão da segunda fase da Operação Arena foi a do empresário Diomar Tadeu Dantas de Farias, sócio da Pixbet e primo de Ernildo Júnior.

O mandado deveria ser cumprido em Campina Grande, mas Tadeu não foi localizado na cidade. Após diligências, os policiais encontraram o empresário em Jacumã, no município do Conde, no Litoral Sul da Paraíba, onde a prisão preventiva foi realizada.

Esta foi a primeira prisão realizada desde o início da Operação Arena.

Na primeira fase da operação, deflagrada em agosto, Ernildo Júnior também foi alvo de busca e apreensão. Na ocasião, o celular e um veículo do empresário foram apreendidos.

A investigação busca esclarecer como recursos relacionados às atividades de apostas teriam sido movimentados por meio de estruturas empresariais e financeiras no Brasil e no exterior.

Segundo informações divulgadas pela PF, a apuração envolve possíveis crimes de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e infrações contra a ordem tributária e financeira.

O que a investigação apura

A Operação Arena investiga uma estrutura financeira que, segundo os investigadores, teria sido utilizada para ocultar a origem e o destino de recursos ligados a apostas esportivas e jogos de azar.

Informações obtidas na investigação também apontam para movimentações envolvendo empresas no exterior. A Receita Federal participa das apurações.

Na primeira fase, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, além de medidas de quebra de sigilos bancário e telemático e sequestro de bens e valores que chegaram a R$ 1,1 bilhão.

As defesas de Ernildo Júnior, Tadeu Dantas e da Pixbet foram procuradas para comentar a nova fase da operação. Até a última atualização, não havia sido divulgado posicionamento dos envolvidos.

O POVO PB

Acompanhe as notícias do POVOPB pelas redes sociais: Instagram e Twitter.

Verified by ExactMetrics