Ex-assessor paraibano de Bolsonaro, Tércio Arnaud, depõe à Polícia Federal sobre investigação de tentativa de golpe de estado

22 fev 2024 - Brasil - Mundo

Tercio Arnaud Tomaz teve sua página no Facebook excluída. Antes, tinha foto com o presidente Jair Bolsonaro — Foto: Reprodução/DFRLab

O paraibano Tércio Arnaud, ex-assessor da Presidência da República no período de 2019 a 2022, está programado para prestar depoimento nesta quinta-feira (22) perante a Polícia Federal, no contexto do inquérito que apura suspeitas de tentativa de golpe de estado. Além de Arnaud, o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros investigados, incluindo ex-ministros de Estado, serão ouvidos por agentes da Polícia Federal em Brasília.

Segue a lista dos depoentes:

  • Jair Bolsonaro (ex-presidente)
  • Augusto Heleno (general e ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional)
  • Anderson Torres (ex-ministro da Justiça)
  • Marcelo Costa Câmara (coronel do Exército)
  • Mário Fernandes (ex-ministro substituto da Secretaria-Geral da Presidência)
  • Tércio Arnaud (ex-assessor de Bolsonaro)
  • Almir Garnier (ex-comandante geral da Marinha)
  • Valdemar Costa Neto (presidente do PL)
  • Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa)
  • Cleverson Ney Magalhães (coronel do Exército)
  • Walter Souza Braga Netto (ex-ministro e ex-candidato a vice na chapa de Bolsonaro)
  • Bernardo Romão Correia Neto (coronel do Exército)
  • Ronald Ferreira de Araújo Junior (oficial do Exército)

Por estratégia da PF, todos os investigados devem prestar depoimento simultaneamente, visando evitar possíveis combinações de versões. Haverá também depoimentos em outras cidades.

Os depoimentos integram a operação Tempus Veritatis, iniciada pela PF há duas semanas. Segundo as investigações, Bolsonaro e aliados se organizaram para tentar um golpe de Estado, buscando mantê-lo no poder e impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Parte da investigação está centrada em uma reunião ministerial ocorrida em 15 de julho de 2022, onde Bolsonaro indicou aos ministros ações independentes do resultado eleitoral. A defesa do ex-presidente alega que ele nunca considerou a possibilidade de golpe.

O Povo PB

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