Polícia Federal indicia Jair Bolsonaro e ex-integrantes do governo por tentativa de golpe de Estado
21 nov 2024 - Brasil - Mundo / Política
Jair Bolsonaro e ex-integrantes do governo por tentativa de golpe de Estado — Foto: Reprodução/ ALPB
A Polícia Federal (PF) indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ex-integrantes de seu governo pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito , golpe de Estado e organização criminosa. O indiciamento faz parte do inquérito que apura uma tentativa de golpe para manter Bolsonaro no poder após sua derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022.
Os crimes pelos quais Bolsonaro e outros ex-membros de sua administração foram indiciados possuem as seguintes penas:
- Golpe de Estado: de 4 a 12 anos de prisão;
- Abolição violenta do Estado Democrático de Direito: de 4 a 8 anos de prisão;
- Participação em organização criminosa: de 3 a 8 anos de prisão.
O relatório final, que reúne mais de 800 páginas, foi concluído na tarde desta quinta-feira (21) e será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). O documento inclui elementos que apontam para a tentativa de subverter a ordem democrática e as emoções para impedir a posse do presidente eleito, Lula.
Além de Jair Bolsonaro, outros nomes de destaque também foram indicados:
- General Augusto Heleno , ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
- General Braga Netto , ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, além de candidato a vice-presidente na chapa derrotada de 2022;
- Alexandre Ramagem , ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN);
- Valdemar Costa Neto , presidente do Partido Liberal (PL).
A decisão de tornar público o relatório ou manter o sigilo caberá ao STF. Caso as acusações sejam formalizadas pelo Ministério Público, o julgamento poderá ocorrer no próprio Supremo, devido ao foro privilegiado de alguns dos indiciados à época dos fatos.
O indiciamento deve aumentar a pressão sobre Jair Bolsonaro e seus aliados, que já enfrentaram diversas outras investigações relacionadas à sua gestão. Até o momento, Bolsonaro não se pronunciou sobre como
A investigação aprofunda as suspeitas de que houve articulação entre membros do governo, lideranças políticas e militares para desestabilizar a transição democrática, configurando grave ameaça ao Estado Democrático de Direito no Brasil.
O POVO PB
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