Hospital Materno Infantil de Bayeux segue interditado por falta de estrutura, decide CRM-PB

30 abr 2025 - Paraíba

Hospital Materno Infantil de Bayeux, na Grande João Pessoa — Foto: Francisco França/Jornal da Paraíba

O Hospital Materno Infantil João Marsicano, em Bayeux, seguirá interditado eticamente por decisão do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB). A medida foi mantida após nova visita de fiscalização realizada pela entidade na tarde desta terça-feira (29). Segundo o CRM-PB, a unidade não apresenta condições estruturais e sanitárias adequadas para atendimento à população.

A interdição ética — que impede médicos de atuarem no local — está em vigor desde outubro de 2024. Na nova vistoria, os fiscais constataram que as obras de reestruturação não avançaram de forma satisfatória, e que o ambiente ainda representa riscos tanto para profissionais quanto para pacientes.

Em nota, a Prefeitura de Bayeux reconheceu que uma inspeção técnica interna nas instalações elétricas do hospital detectou problemas graves. De acordo com o município, cerca de 60% da fiação da unidade está comprometida, necessitando substituição completa, o que teria atrasado a conclusão da reforma e, consequentemente, a reabertura do hospital.

“O fechamento da maternidade é possivelmente uma das causas da superlotação em outras maternidades da Região Metropolitana de João Pessoa”, alertou o presidente do CRM-PB, Bruno Leandro de Souza.

Ainda conforme o CRM-PB, o órgão vem cobrando de forma contínua soluções por parte do poder público. A entidade informou que uma nova reunião será realizada, desta vez em conjunto com o Sindicato dos Médicos da Paraíba (Simed-PB), para discutir medidas que possam minimizar o impacto da demanda crescente sobre as demais maternidades da região.

A suspensão dos atendimentos no João Marsicano tem sobrecarregado outras unidades de saúde pública voltadas ao atendimento materno-infantil na Grande João Pessoa. O problema tem sido alvo de críticas por parte de profissionais da saúde e da população, especialmente diante da carência de leitos e da necessidade de um serviço essencial para mulheres gestantes e recém-nascidos.

O CRM-PB ainda não estabeleceu um novo prazo para nova vistoria, mas reiterou que a reabertura da maternidade só será considerada quando houver plenas condições estruturais e de segurança sanitária.

O POVO PB

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