O Fantástico exibiu neste domingo (30) trechos inéditos do depoimento do influenciador paraibano Hytalo Santos,…
Hytalo Santos chora em depoimento ao Fantástico, nega pornografia com menores e diz viver “marcado para sempre”
1 dez 2025 - Brasil - Mundo
Hytalo Santos — Foto: Reprodução
O influenciador paraibano Hytalo Santos voltou a público neste domingo (30), em reportagem exibida pelo Fantástico, para prestar depoimento sobre as acusações de exploração infantil, tráfico de pessoas e produção de conteúdo pornográfico com menores de idade. Preso desde agosto, ao lado do companheiro, conhecido como Euro, ele negou todas as acusações e afirmou que terá sua imagem “marcada para sempre”.
“Eu não vou estar livre nunca mais do que fizeram com a minha imagem. Onde eu chegar agora, eu sou visto como um pedófilo, como um abusador, como uma pessoa pervertida”, disse, emocionado.
Durante o depoimento, Hytalo alegou que os vídeos gravados com adolescentes exibiam apenas coreografias de brega funk e rotinas da periferia. Ele negou conteúdo sexual e afirmou que o ritmo, apesar de criticado, faria parte da cultura local.
“Eu nunca cheguei a gravar vídeos com cenas pornográficas nem com cunho sexual. A gente só gravava a nossa rotina com a cultura de periferia, que é de onde eu venho”, declarou.
O influenciador também falou sobre seus rendimentos, alegando que sua renda mensal variava entre R$ 400 mil e R$ 600 mil, provenientes de publicidades e de rifas que, segundo ele, eram regularizadas pela Loteria Estadual da Paraíba (Lotep).
Sobre o pagamento dos adolescentes que apareciam nos vídeos, Hytalo disse que não havia remuneração direta aos jovens, mas que ajudava financeiramente pais e familiares.
“Os pais eram [remunerados], mas não por obrigação ou combinado. Eu me sentia no direito de fazer por eles”, afirmou.
Acompanhamento do Ministério Público desde 2020
A reportagem revelou ainda que o Ministério Público da Paraíba já acompanhava os conteúdos publicados por Hytalo desde 2020. Promotores orientavam para que ele retirasse vídeos e evitasse determinadas coreografias que poderiam ter conotação sexual.
Segundo o depoente, uma promotora pediu a retirada de passos específicos do brega funk e recomendou que adolescentes não aparecessem mais ao lado dele durante as gravações.
“Ela foi bem incisiva. As adolescentes poderiam gravar sozinhas, mas não comigo. Há um ano, todos os vídeos foram removidos”, afirmou.
Hytalo também foi questionado sobre a relação com Camila, jovem que viveu com o casal e realizou cirurgias estéticas, como a colocação de silicone. Ele afirmou que arcou com os custos e que, à época, ela era emancipada.
“Era uma relação de pai e filho. Ela tinha 16 anos, e a assinatura do protocolo foi ela mesma quem fez, como permitido por lei mediante emancipação”, declarou.
Hytalo e o marido Euro permanecem detidos enquanto o processo segue em análise. As acusações incluem produção de pornografia infantil, tráfico humano, exploração sexual, e corrupção de menores.
A defesa afirma que não há indícios de pornografia e que os vídeos exibiam apenas dança e cotidiano. Já o Ministério Público sustenta que o conteúdo configurava exploração de adolescentes, alguns deles residindo na casa do casal.
O caso permanece sob investigação, e novas audiências devem ocorrer nas próximas semanas.
O POVO PB
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