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Juiz se declara suspeito e deixa processo que investiga Hytalo Santos e marido por tráfico de pessoas e prostituição em Bayeux
9 dez 2025 - Brasil - Mundo
Hytalo Santos — Foto: Reprodução
O juiz Bruno Isidro, da 1ª Vara Mista de Bayeux, se declarou suspeito por “foro íntimo” e deixou o processo que apura acusações de tráfico de pessoas e favorecimento da prostituição envolvendo o influenciador Hytalo Santos e o marido dele, Israel Vicente, conhecido como Euro.
As denúncias fazem parte de um ramo separado da investigação em que o casal também é réu por produção de conteúdo pornográfico com exploração de menores de idade, crime que segue sendo analisado pela Vara da Infância e Juventude do município.
Na decisão, o juiz afirmou não ter condições de continuar julgando o caso por motivos pessoais, o que levou à redistribuição do processo. Antes de deixar o posto, porém, ele marcou audiência de instrução para o dia 18 de dezembro, às 9h, com presença de advogados, Ministério Público da Paraíba (MPPB) e testemunhas já intimadas.
Em setembro, a Justiça determinou o desmembramento das denúncias:
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Crimes previstos no Código Penal, como tráfico de pessoas e prostituição, foram encaminhados à 1ª Vara Mista de Bayeux;
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Crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), como produção de pornografia infantil, ficaram sob responsabilidade da Vara da Infância.
Segundo o magistrado, a Vara da Infância não possui competência legal para julgar crimes tipificados fora do ECA, justificando a cisão do processo.
O que diz a defesa
Em nota, a defesa de Hytalo e Euro afirma que o casal é inocente, considera a prisão “ilegal” e diz confiar que a Justiça concederá liberdade “o quanto antes”.
Ambos seguem presos no Presídio do Roger, em João Pessoa, desde agosto, quando foram transferidos de São Paulo para a Paraíba.
Outro processo segue em andamento
Na ação que trata da produção de pornografia infantil, a 2ª Vara Mista de Bayeux já tornou o casal réu. O Gaeco afirma que a investigação apontou um “modus operandi estruturado”, com promessas de fama, vantagens materiais e uso de fraudes para atrair adolescentes em situação de vulnerabilidade.
O Ministério Público também descreveu:
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realização de procedimentos estéticos e tatuagens de conteúdo sexualizado;
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controle rígido das rotinas e da comunicação das vítimas;
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pedido de indenização coletiva de R$ 10 milhões.
As duas frentes de investigação seguem em andamento na Justiça paraibana.
O POVO PB
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