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Justiça arquiva investigação contra vereador de Santa Rita por falta de provas de ligação com tráfico de drogas
14 jul 2026 - Notícias / Política
Vereador João Alves (PSDB), de Santa Rita — Foto: Divulgação
A Justiça da Paraíba determinou, nesta segunda-feira (13), o arquivamento do inquérito que investigava o vereador de Santa Rita João Alves (PSDB) por suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas. A decisão atendeu ao pedido do Ministério Público da Paraíba (MPPB), que concluiu não haver elementos suficientes para apresentar denúncia contra o parlamentar.
A investigação teve início após denúncias anônimas que apontavam a suposta atuação de uma organização criminosa na comunidade de Bebelândia. Além de João Alves, outros investigados eram suspeitos, em tese, de crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa, posse ilegal de arma de fogo, ameaças e coação de testemunhas.
Durante a apuração, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão, realizou interrogatórios e analisou o celular apreendido com o vereador. No entanto, segundo a decisão judicial, as diligências não confirmaram as suspeitas levantadas no início da investigação.
Com base nesse resultado, a própria autoridade policial opinou pelo arquivamento do caso, entendimento que foi acompanhado pelo Ministério Público e homologado pela Justiça.
A decisão também determinou a devolução do aparelho celular apreendido com João Alves, já que a perícia não encontrou informações relevantes para a investigação. O magistrado ressaltou, porém, que o procedimento poderá ser reaberto caso surjam novas provas.
Relembre o caso
João Alves foi alvo da Operação Bebelândia II, deflagrada pela Polícia Civil, que cumpriu mandados de busca e apreensão na residência, no escritório e no gabinete do vereador, na Câmara Municipal de Santa Rita.
Na época, o parlamentar negou qualquer irregularidade e afirmou, por meio de nota, que as acusações eram “inverídicas e sem fundamento”. Ele também declarou que nenhum material ilegal foi encontrado durante as buscas.
Já a Câmara Municipal de Santa Rita informou que a operação não tinha relação com o exercício do mandato e colocou a instituição à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
O POVO PB
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