Laudo aponta presença de morfina e clonazepam em empresário morto em suposto envenenamento
6 jun 2024 - Brasil - Mundo
Laudo aponta presença de morfina e clonazepam em empresário morto em suposto envenenamento — Foto: Reprodução
Um laudo emitido pelo departamento de Polícia Técnico-Científica do Rio de Janeiro, ao qual o Grupo Bandeirantes teve acesso, revelou a presença de morfina e outras substâncias no organismo do empresário Luiz Marcelo Ormond. A Polícia Civil suspeita que a namorada da vítima, Júlia Andrade Cathermol Pimenta, tenha colocado ao menos 50 comprimidos de um medicamento controlado em um brigadeirão servido ao empresário.
De acordo com o laudo, a perícia analisou o conteúdo estomacal de Luiz Marcelo Ormond, encontrando amostras de substâncias como clonazepam, 7-Aminoclonazepam, cafeína e morfina. O clonazepam é um medicamento utilizado para tratar convulsões, transtornos do pânico, ansiedade e acatisia.
Entretanto, o laudo ainda não confirma se a morte de Luiz Marcelo Ormond foi ocasionada pelos fármacos identificados.
Caso do brigadeirão
Luiz Marcelo Ormond, de 44 anos, foi visto pela última vez na tarde de sexta-feira (17), saindo da piscina do prédio, acompanhado por Júlia Pimenta, de 29 anos. Imagens das câmeras de segurança do edifício mostram os dois no elevador, com o empresário demonstrando sinais de tontura e tosse excessiva.
O corpo de Luiz Marcelo foi encontrado na segunda-feira (20) no sofá da sala, após vizinhos denunciarem um odor forte vindo do apartamento. A polícia requisitou exames adicionais para determinar as causas da morte.
Suyane Breschak, uma cigana identificada, foi presa sob suspeita de participar do suposto envenenamento. Segundo as investigações, Júlia devia dinheiro à cigana e planejou matar o namorado para se apossar de seus bens e pagar as dívidas.
Os investigadores acreditam que Júlia agiu sob influência de Suyany, temendo seus supostos poderes mágicos. Em depoimento, a cigana confessou saber do plano e afirmou que Júlia a contatou após o crime, queixando-se do cheiro do corpo da vítima.
A Polícia Civil investiga se Suyany orientou Júlia a se afastar de outro namorado e se mudar para a casa da vítima, facilitando a execução do crime.
O POVO PB
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