Ministério Público da Paraíba recorre ao Tribunal de Justiça por prisão preventiva de pediatra acusado de pedofilia
27 set 2024 - Paraíba
Mulher denuncia abuso na infância pelo pediatra suspeito de estuprar menina de 9 anos — Foto: Reprodução
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) intensificou os esforços no caso do pediatra Fernando Cunha Lima, que enfrenta acusações de pedofilia. Após quatro tentativas frustradas de obter a prisão preventiva do médico junto ao juízo de 1º grau, a Promotoria recorreu ao Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ-PB) em busca de uma nova decisão. O recurso será analisado pelo desembargador Ricardo Vital, que assumiu a responsabilidade após outros dois desembargadores se declararem suspeitos para avaliar o caso.
O desembargador Vital é conhecido por sua atuação em investigações significativas no estado. Ele foi o responsável por autorizar a prisão do ex-governador Ricardo Coutinho, durante a Operação Calvário, que apurou desvios de recursos da saúde pública. Além disso, Vital teve papel central na prisão do padre Egídio, envolvido em escândalos relacionados ao desvio de verbas do Hospital Padre Zé, uma instituição filantrópica.
No que diz respeito ao pediatra Fernando Cunha Lima, o juiz José Guedes Cavalcanti Neto, da 4ª Vara Criminal da Capital, rejeitou a prisão preventiva em quatro ocasiões. O magistrado afirmou que, apesar da gravidade das acusações, não havia elementos legais suficientes para justificar a detenção do médico. Segundo ele, o clamor popular não deveria ser o fator determinante para uma prisão, devendo prevalecer o cumprimento dos requisitos jurídicos estabelecidos.
Com o recurso em tramitação no Tribunal de Justiça, a expectativa é de que uma nova análise sobre a possibilidade de prisão preventiva de Fernando Cunha Lima ocorra em breve, diante da gravidade das acusações que pesam contra ele.
O POVO PB
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