O Ministério Público da Paraíba está investigando a ocupação irregular de bares e condomínios nas…
Ministério Público investiga possível aumento abusivo na travessia entre Cabedelo e Lucena
22 jun 2026 - Notícias
Inquérito apura reajustes que, segundo denúncia, teriam ultrapassado 100% em algumas tarifas cobradas aos usuários — Foto: Divulgação
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) abriu um inquérito civil para investigar possíveis irregularidades nos reajustes aplicados às tarifas da travessia hidroviária entre Cabedelo e Lucena, uma das rotas mais utilizadas por moradores, trabalhadores e turistas na Região Metropolitana de João Pessoa.
A apuração foi iniciada após uma representação encaminhada por um vereador da Capital, que questionou os aumentos praticados no serviço. Segundo a denúncia, alguns reajustes teriam ultrapassado a marca de 100%, levantando dúvidas sobre a legalidade e a razoabilidade dos novos valores cobrados aos passageiros.
O serviço é operado pela empresa Nordeste Navegações Ltda. e fiscalizado pelo Departamento de Estradas de Rodagem da Paraíba (DER-PB).
De acordo com o Ministério Público, a investigação ainda está em fase de coleta de informações e análise de documentos. Por esse motivo, o órgão decidiu converter o procedimento preparatório em inquérito civil, etapa que permite um aprofundamento das apurações.
Na avaliação do MPPB, ainda não existem elementos suficientes para concluir se houve irregularidade ou para apontar eventual responsabilidade dos envolvidos. A medida busca justamente reunir dados técnicos e jurídicos que possam esclarecer a situação.
O órgão também informou que o prazo legal do procedimento preparatório havia se encerrado, tornando necessária a abertura formal do inquérito para dar continuidade às investigações.
A travessia entre Cabedelo e Lucena é considerada estratégica para a mobilidade da região e movimenta diariamente milhares de usuários. Por isso, qualquer alteração significativa nos preços costuma gerar impacto direto no bolso da população.
Com a instauração do inquérito, o Ministério Público deverá solicitar informações aos órgãos responsáveis e à empresa concessionária para verificar se os reajustes seguiram os critérios legais e contratuais exigidos.
O POVO PB
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