Dois homens e uma mulher foram presos nesta quinta-feira (4) suspeitos de comandarem o tráfico…
MP denuncia delegado Braz Morroni e policiais por tráfico de drogas e pede perda dos cargos na Paraíba
3 ago 2026 - Notícias
Nova denúncia do Gaeco amplia investigação da Operação Perfídus e inclui outros suspeitos apontados como integrantes do esquema criminoso — Foto: Reprodução
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) apresentou, nesta segunda-feira (3), uma nova denúncia contra o delegado Braz Morroni e os policiais civis Everton Aires, conhecido como “Bomba”, e Eduardo Jorge Ferreira do Egito, o “Mão Branca”. Desta vez, os investigados são acusados dos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, em mais um desdobramento da Operação Perfídus.
Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), esta é a terceira denúncia relacionada ao caso. As anteriores trataram de supostos desvios de entorpecentes durante operações policiais e de invasões ilegais a residências.
Além dos três policiais, o Ministério Público também denunciou José Alexandrino de Lira Júnior, conhecido como “Júnior Lira”, João Wicttor Alves de Lima, Brendo Roberth Fernandes Sobral e Paulo Ricardo Barbosa de Souza, o “Galinha”, apontados como integrantes da organização investigada.
Na ação, o MPPB pede a condenação dos denunciados, a perda definitiva dos cargos públicos ocupados pelos policiais civis, o confisco dos bens apreendidos durante a investigação e o pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos, valor que, segundo o órgão, busca reparar os prejuízos causados à segurança pública, à administração e à sociedade.
As investigações apontam que o grupo utilizava informações privilegiadas para localizar imóveis usados pelo tráfico de drogas. Conforme a acusação, parte dos entorpecentes apreendidos era desviada durante as operações, enquanto apenas uma pequena quantidade era oficialmente registrada.
Para sustentar a denúncia, o Ministério Público afirma ter reunido um conjunto de provas, incluindo análises de aparelhos celulares, dados de geolocalização, quebras de sigilos bancário, fiscal e telemático, além de documentos, monitoramentos e depoimentos.
Os investigados permanecem presos. Braz Morroni, Everton Aires e Eduardo Jorge cumprem prisão no Presídio Especial do Valentina, em João Pessoa. Já Vanessa Dantas Fernandes, também investigada por suposta participação na movimentação financeira do esquema, responde ao processo em prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica.
Até a publicação desta reportagem, as defesas de Braz Morroni, Everton Aires e Eduardo Jorge não haviam se manifestado sobre a nova denúncia. O espaço segue aberto para posicionamentos.
O POVO PB
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