MPPB vê indícios de homicídio em caso de PM suspeito de balear jovem morto após acidente em João Pessoa

19 ago 2025 - Paraíba

Promotora do MPPB vê indícios de homicídio em caso de PM suspeito de balear jovem morto após acidente em João Pessoa— Foto: Reprodução

A promotora Ismânia do Nascimento, do Ministério Público da Paraíba (MPPB), apontou indícios de homicídio no caso que envolve o policial militar Tiago de Almeida Filho, suspeito de balear o jovem Guilherme Pereira, morto junto com a namorada, Ana Luíza, após colidir a moto em que estavam contra um poste no bairro do Muçumagro, em João Pessoa.

Apesar de reconhecer indícios de homicídio, Ismânia não apresentou denúncia diretamente à Justiça, justificando que essa atribuição cabe ao promotor que atua junto ao Tribunal do Júri.

De acordo com a promotora, a própria perícia nos corpos das vítimas e no capacete usado por Guilherme Pereira reforçam a possibilidade de disparo de arma de fogo antes do acidente. O entendimento também se baseia em testemunhos e no depoimento de Joselito Pereira, pai de Ana Luíza.

“Há indícios suficientes de que a conduta do indiciado se configura como crime doloso contra a vida”, afirmou Ismânia no documento.

A defesa do policial Tiago de Almeida Filho foi procurada, mas até a última atualização desta reportagem não se manifestou sobre a transferência do processo para outro promotor.

Casal morto em suposto acidente de moto em João Pessoa pode ter sido vítima de crime: nova perícia será realizada após 4 meses — Foto: Reprodução

Já a Corregedoria da Polícia Militar da Paraíba declarou, à época da divulgação do laudo, que está comprometida em garantir isenção e imparcialidade na apuração. O órgão informou que abriu uma investigação preliminar e determinou a transferência do PM investigado para funções administrativas, afastando-o do setor operacional.

A Corregedoria também afirmou que, caso seja comprovado envolvimento de outros policiais militares, todos serão devidamente investigados.

O processo deve ser encaminhado ao promotor responsável pelo Tribunal do Júri, que poderá ou não oferecer denúncia contra o PM. Até o momento, o Ministério Público não confirmou prazos para a conclusão dessa etapa.

 O POVO PB

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