Operação FRAUS: Polícia Federal desarticula esquema de fraudes com “idosos de aluguel” para obtenção de benefícios sociais
15 maio 2025 - Paraíba
Operação FRAUS: Polícia Federal desarticula esquema de fraudes com “idosos de aluguel” para obtenção de benefícios sociais — Foto: Fernando Del Chiavon/Fenapef
A Polícia Federal, em conjunto com o Núcleo de Inteligência Previdenciária e Trabalhista do Ministério da Previdência Social, deflagrou na manhã desta quinta-feira (15) a Operação FRAUS, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de fraudes envolvendo a obtenção ilegal de benefícios assistenciais. Segundo a investigação, os criminosos utilizavam identidades fictícias e até “idosos de aluguel” para acessar os recursos.
De acordo com a PF, estão sendo cumpridos dois mandados de busca e apreensão, expedidos pela 16ª Vara Federal da Paraíba, nos municípios de Tupanatinga (PE) e Mata Grande (AL). A operação visa aprofundar as investigações iniciadas em junho de 2023, quando dois envolvidos foram presos em flagrante na cidade de Mamanguape (PB) durante a tentativa de sacar, de forma fraudulenta, um benefício social em nome de uma pessoa inexistente.
A partir da análise do material apreendido na ocasião, os investigadores conseguiram identificar outros integrantes do grupo criminoso, bem como o modus operandi utilizado para a execução sistemática dos delitos. As fraudes consistiam na falsificação de documentos, uso de identidades falsas e, em alguns casos, recrutamento de idosos reais para se passarem por beneficiários fictícios — o que motivou o termo “idosos de aluguel”.
Os suspeitos poderão ser indiciados por estelionato majorado (art. 171, § 3º do Código Penal), uso de documento falso (art. 304), falsidade ideológica (art. 299) e associação criminosa (art. 288). Somadas, as penas podem ultrapassar 15 anos de reclusão.
A Polícia Federal reforça que as investigações continuam e que novas diligências poderão ser realizadas nos próximos dias para ampliar a responsabilização dos envolvidos e recuperar eventuais recursos públicos desviados.
O POVO PB
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