Operação Indignus: Secretários da Paraíba são denunciados por esquema de propina no Programa Prato Cheio
17 jan 2025 - Paraíba / Política
Hospital Padre Zé, em João Pessoa — Foto: Edcarlos Santana/Arquivo
A Operação Indignus, que investiga um esquema de corrupção envolvendo recursos públicos destinados ao Hospital Padre Zé e à Ação Social Arquidiocesana (ASA), ganhou novos desdobramentos. O Ministério Público da Paraíba (MPPB) denunciou os secretários Pollyanna Werton e Tibério Limeira, ambos acusados de participação em um esquema de pagamento de propinas em contratos vinculados ao programa socioassistencial Prato Cheio.
Conforme a denúncia, o esquema envolvia a cobrança de propinas de empresas fornecedoras de alimentos e outros serviços, com valores repassados diretamente aos gestores. Pollyanna Werton, atual secretária de Desenvolvimento Humano da Paraíba, teria recebido R$ 70 mil em propinas, enquanto Tibério Limeira, que comandou a pasta entre 2021 e 2023, teria recebido R$ 50 mil, conforme registros de mensagens, anotações financeiras e depoimentos.
Além deles, outras 14 pessoas, incluindo o padre Egídio de Carvalho Neto, que liderava as instituições investigadas, foram denunciadas por crimes como lavagem de dinheiro, estelionato e desvio de recursos públicos.
De acordo com o MPPB, o esquema foi responsável por concentrar os contratos do programa Prato Cheio – que distribui refeições para moradores de rua – em empresas ligadas a Kildenn Tadeu Morais de Lucena, movimentando mais de R$ 18,4 milhões em recursos públicos.
O que dizem os denunciados
A secretária Pollyanna Werton informou, por meio de sua assessoria, que ainda não teve acesso à denúncia e desconhece os fatos mencionados. Tibério Limeira, por sua vez, não se manifestou até o fechamento desta matéria.
Investigação
O programa Prato Cheio, criado em 2021, operou por meio de termos de colaboração que somaram R$ 21,1 milhões em repasses para aquisição de refeições destinadas a moradores de rua em João Pessoa, Campina Grande, Guarabira, Pombal e Cajazeiras. A investigação aponta que o desvio de recursos comprometeu a execução das ações previstas, afetando a população mais vulnerável.
A Operação Indignus segue em andamento, e o Ministério Público reforça que novas fases podem ser deflagradas para aprofundar as apurações.
O POVO PB
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