Uma operação deflagrada na madrugada desta quinta-feira (9) em municípios do Sertão e do Agreste…
Operação Stone cumpre 26 mandados contra grupo do tráfico na PB e RN
4 fev 2026 - Paraíba
Central de Polícia Civil de Campina Grande — Foto: Reprodução
Uma operação conjunta das Polícias Civis da Paraíba e do Rio Grande do Norte foi deflagrada na manhã desta quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, com o cumprimento de 26 mandados de busca e apreensão contra uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e crimes patrimoniais. A ação, batizada de Operação Stone, ocorreu em cidades da Paraíba e do Rio Grande do Norte.
Os mandados foram cumpridos em Queimadas, Campina Grande, Esperança, Pedra Lavrada e João Pessoa, na Paraíba, e na praia de Pipa, em Tibau do Sul (RN). Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início em 2023.
De acordo com as autoridades, o grupo era liderado por um detento da Penitenciária de Segurança Máxima Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes (PB1), em João Pessoa. Mesmo preso, ele mantinha o comando do esquema, com atuação concentrada nas regiões de Campina Grande e Queimadas, no Agreste paraibano.
Entre os alvos estão uma funcionária da Prefeitura de Queimadas, um policial militar e um advogado. A Polícia Civil informou que a servidora, lotada no setor de transportes, é esposa do preso apontado como líder do grupo. O PM foi alvo de busca por suspeita de colaboração com a organização.
A reportagem tentou contato com a Prefeitura de Queimadas e com a Polícia Militar da Paraíba, mas não obteve retorno até a última atualização.
Cerca de 80 policiais civis participaram da operação. Além dos mandados, foram bloqueadas contas bancárias de 15 investigados, apreendidas seis armas de fogo e um veículo.
Ainda conforme a investigação, a organização criminosa movimentou mais de R$ 45 milhões apenas em 2024. Um mototaxista investigado, que teria movimentado R$ 1 milhão, tentou quebrar o celular durante a abordagem.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento financeiro do grupo.
O POVO PB
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