Pai de Ana Sophia pede reabertura do inquérito sobre desaparecimento da filha dois anos após o caso
5 jul 2025 - Paraíba
Ana Sophia entrou na casa de Tiago antes de sumir — Foto: Divulgação
O desaparecimento da menina Ana Sophia, que completa dois anos nesta sexta-feira (4), pode voltar a ser investigado. O Ministério Público da Paraíba (MPPB) confirmou que recebeu um pedido formal do pai da criança, João Simplício, para a reabertura do inquérito policial. Caberá agora ao MP analisar se há novos elementos relevantes que justifiquem a retomada das investigações. Caso o parecer seja favorável, a decisão final será da Justiça.
O caso segue em segredo de Justiça até que o Ministério Público conclua sua análise. O inquérito foi arquivado anteriormente por falta de provas suficientes para oferecer denúncia e porque o único investigado, Tiago Fontes, morreu — o que impede a responsabilização criminal.
Em maio de 2024, o delegado Aldrovilli Grisi, responsável pelo inquérito, chegou a informar que o processo se tornaria público para facilitar novas buscas, mas a solicitação do pai para reabrir as investigações suspendeu a medida, e não há novo prazo definido.
Entenda o caso
Ana Sophia desapareceu em 4 de julho de 2023, aos 8 anos, no distrito de Roma, em Bananeiras, no Brejo paraibano. Segundo as investigações, ela saiu de casa por volta do meio-dia para visitar uma amiga que não estava em casa. Câmeras de segurança registraram a menina passando em frente a um mercadinho. Pouco depois, imagens mostraram um vulto entrando em uma residência, identificada como a casa de Tiago Fontes, que morava próximo à família da criança. Esse foi o último registro de Ana Sophia.
Conforme o inquérito, Tiago Fontes matou a menina, ocultou o corpo e tirou a própria vida cerca de dois meses depois do crime. O corpo da criança, porém, nunca foi encontrado.
Detalhes das investigações
Durante as apurações, a Polícia Civil descobriu que Tiago frequentava a casa do sogro, que era dono do imóvel alugado pela família de Ana Sophia, e tinha conhecimento da rotina da criança. Em seu celular, foram encontradas pesquisas como “como matar asfixiada uma criança de 7 anos”, buscas sobre decomposição de corpos e outros casos de desaparecimento de crianças.
Em setembro de 2023, Tiago foi dado como desaparecido após uma vistoria policial em sua casa. Dois meses depois, em novembro, ele foi encontrado morto em uma área de mata, em estado avançado de decomposição, ao lado de uma garrafa de bebida alcoólica. A perícia apontou que ele cometeu autoeliminação.
O que acontece agora
Com o novo pedido do pai, o MP avalia se há fatos ou provas inéditas que possam justificar a reabertura do inquérito. A partir desse parecer, caberá à Justiça decidir se as investigações serão ou não retomadas.
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