Pediatra de João Pessoa é incluído na lista de procurados por estupro de vulnerável
12 nov 2024 - Paraíba / Política
Mulher denuncia abuso na infância pelo pediatra suspeito de estuprar menina de 9 anos — Foto: Reprodução
O pediatra Fernando Cunha Lima, renomado médico em João Pessoa, foi incluído na lista de procurados da Paraíba, após a decretação de sua prisão, em segunda instância, pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ-PB), no dia 5 de novembro. O médico, acusado de estupro de vulnerável durante consultas, está foragido desde que a Polícia Civil tentou cumprir o mandado de prisão em sua residência, sem êxito.
A decisão judicial ocorreu depois que o Ministério Público denunciou o pediatra por supostos abusos contra crianças em seu consultório particular, localizado no bairro de Tambauzinho. A acusação envolve seis crianças, sendo que, em alguns casos, os abusos teriam ocorrido mais de uma vez. Segundo a Polícia Civil, os crimes teriam ocorrido durante consultas, enquanto o médico realizava procedimentos de ausculta pulmonar ou outras avaliações que obstruíam a visão das mães, presentes na sala.
Material apreendido e busca pelo foragido
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão na casa do médico, a Polícia Civil recolheu um “material bastante volumoso”, que agora será encaminhado para perícia. “Ele é considerado foragido”, informou a delegada Caroline Adisse. Além da residência, as autoridades realizaram buscas em locais vinculados ao médico, apreendendo documentos, computadores e outros dispositivos eletrônicos.
A defesa de Fernando Cunha Lima, representada pelo advogado Lucas Mendes, declarou que a decisão do Tribunal foi “equivocada” e afirmou que está em processo de solicitar um habeas corpus ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para contestar a prisão decretada. Segundo Mendes, a defesa acredita que as acusações não possuem provas concretas que justifiquem a detenção.
Histórico do processo e depoimentos das vítimas
O processo contra Fernando Cunha Lima começou a ganhar força em agosto, quando a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e transformou o pediatra em réu. Na época, o juiz José Guedes Cavalcanti Neto, da Comarca de João Pessoa, negou o pedido de prisão preventiva, argumentando que as acusações consistiam em “indícios suficientes de autoria”, mas ainda sem provas robustas para uma prisão preventiva.
Além das acusações das vítimas, duas sobrinhas do médico também relataram à polícia que foram abusadas por ele quando crianças, mas, devido ao tempo decorrido, esses casos já prescreveram e, portanto, elas atuarão apenas como testemunhas no processo.
O caso segue em investigação pela Polícia Civil, que intensifica os esforços para localizar o pediatra e dar andamento às apurações e à responsabilização judicial, com a análise detalhada dos materiais apreendidos.
O POVO PB
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