Pedido de auditoria adia julgamento sobre indicação de Alanna Galdino ao TCE-PB

9 abr 2025 - Paraíba / Política

ALPB aprova nomeação de Alanna Galdino para o TCE da Paraíba — Foto: Divulgação

A análise da representação apresentada pelo Ministério Público de Contas da Paraíba (MPC-PB) contra a indicação de Alanna Galdino à vaga de conselheira do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) foi adiada para o dia 23 de abril, após pedido feito pelo conselheiro e relator do caso, Nominando Diniz. A solicitação foi feita durante a sessão plenária desta quarta-feira (9).

O pedido de Nominando se baseia na necessidade de aguardar a conclusão de uma auditoria independente para avaliar documentos e informações complementares a respeito da nomeação, incluindo dados solicitados à Secretaria de Planejamento da Paraíba e à instituição de ensino onde Alanna cursa medicina.

A representação do Ministério Público de Contas, considerada “robusta” por integrantes do próprio TCE, questiona diversos aspectos do processo de indicação, como:

  • Possível nepotismo, uma vez que Alana é filha do presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino (Republicanos);

  • Suposta celeridade excessiva no trâmite da nomeação, com coleta de assinaturas em tempo recorde;

  • Dúvidas sobre o notório saber jurídico e técnico exigido para ocupar a vaga de conselheira.

Durante a sessão, o procurador-geral do MPC-PB, Marcílio Toscano, criticou o adiamento, lembrando que cada nova etapa — como a auditoria sugerida — exige manifestação do Ministério Público, o que pode postergar ainda mais a análise do caso. A promotora de contas que assina a representação também defendeu a continuidade imediata do processo, alegando que os elementos já apresentados são suficientes para que o tribunal delibere sobre a legalidade da nomeação.

Adriano Galdino com outros deputados estaduais Chico Mendes, Felipe Leitão, Francisca Motta e Danielle do Vale, estiveram presentes na sessão acompanhando de perto os desdobramentos.

Nos bastidores, o adiamento é visto por analistas políticos como uma estratégia do relator para ganhar tempo, diante da repercussão negativa da indicação e da pressão institucional e popular em torno do caso. Em entrevista anterior, o próprio Nominando havia sinalizado que o processo poderia ser resolvido em até 30 dias. Com o novo calendário, esse prazo deve se estender significativamente.

A análise será retomada no próximo dia 23 de abril, quando o plenário do TCE deve contar com o relatório da auditoria para embasar o julgamento sobre a validade da indicação de Alanna Galdino ao cargo de conselheira.

O POVO PB

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