Polícia Federal prende homem suspeito de usar identidade falsa para receber benefício social na Paraíba

5 nov 2026 - Notícias

Polícia Federal — Foto: Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal prendeu, nesta quinta-feira (5), um homem de 35 anos suspeito de falsidade ideológica, uso de documentos falsos e estelionato majorado. A ação faz parte da terceira fase da Operação Alter Ego, deflagrada nos municípios de Princesa Isabel, no Sertão da Paraíba, e Osasco, em São Paulo.

Segundo a PF, o investigado teria falsificado documentos pessoais para criar uma identidade falsa. Com os documentos, ele teria conseguido abrir contas bancárias, obter cartões de crédito e receber, desde 2017, um benefício social pago pela Prefeitura de Princesa Isabel.

De acordo com as investigações, em 2022, o homem foi condenado a seis anos de reclusão por crimes previstos no artigo 155 do Código Penal, referente a furto, e no artigo 244 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Após a condenação, ele teria fugido para Osasco, onde passou a morar utilizando a identidade falsa.

Durante a operação, os policiais federais cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência do investigado. A Justiça Federal também determinou o sequestro de R$ 11.892 que estavam em contas bancárias em nome dele.

Além disso, foi cumprido um mandado de prisão expedido pela Vara Única de Princesa Isabel, referente à condenação anterior, que já havia transitado em julgado. O homem deverá passar por audiência de custódia.

Caso sejam comprovadas a autoria e a materialidade dos crimes investigados, ele poderá responder por falsidade ideológica, uso de documentos falsos, falsa identidade e estelionato majorado.

Primeira e segunda fases da Operação Alter Ego

A primeira fase da operação foi deflagrada em 27 de outubro, em Campina Grande. Na ocasião, a Polícia Federal investigou um idoso suspeito de utilizar uma segunda identidade falsa para receber o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas) por mais de dez anos. Segundo a investigação, o prejuízo aos cofres públicos ultrapassaria R$ 108 mil.

A segunda fase ocorreu em 29 de outubro, também em Campina Grande. O alvo foi uma mulher suspeita de utilizar identidade falsa para receber, durante vários anos, o BPC/Loas e uma aposentadoria por invalidez pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O prejuízo estimado ultrapassaria R$ 109 mil.

Nas duas etapas anteriores, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, e a Justiça determinou o sequestro de valores encontrados em contas bancárias dos investigados.

O POVO PB |

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