Presidente da Câmara toma posse como prefeito interino de Cabedelo nesta quarta (15)

14 abr 2026 - Paraíba / Política

Presidente da Câmara toma posse como prefeito interino de Cabedelo nesta quarta (15) — Foto: Divulgação

O presidente da Câmara Municipal de Cabedelo, José Pereira (Avante), deve tomar posse como prefeito interino do município nesta quarta-feira (15), às 10h, durante sessão extraordinária no plenário da Casa Legislativa.

A convocação foi oficializada por meio de edital lido em sessão nesta terça-feira (14), após decisão da Justiça da Paraíba que determinou o afastamento do prefeito eleito Edvaldo Neto (Avante) por prazo indeterminado.

Mudança no comando da cidade

Com a posse, José Pereira assume a chefia do Executivo municipal em meio à crise política provocada pela Operação Cítrico, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga um suposto esquema de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e ligação com organização criminosa.

Na Câmara, a mudança também altera a composição da Mesa Diretora. Com Pereira no Executivo, o vereador Wagner do Solanense (PL) passa a assumir a presidência do Legislativo municipal.

Quem é o novo prefeito interino

José Francisco Pereira, de 68 anos, é gestor financeiro e tem trajetória política consolidada na cidade. Ele foi eleito vereador em 2012, 2020 e 2024, além de ter ficado como suplente em 2016.

Na eleição mais recente, em 2024, obteve 1.331 votos. Em 2025, assumiu a presidência da Câmara após a ascensão de Edvaldo Neto à Prefeitura.

A Operação Cítrico apura a atuação de um suposto grupo formado por agentes públicos, empresários e integrantes de organização criminosa. Segundo as investigações, o esquema pode ter movimentado até R$ 270 milhões em contratos públicos.

Foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares como o afastamento de servidores públicos.

Defesa do prefeito afastado

Em nota, a defesa de Edvaldo Neto negou qualquer ligação com organização criminosa e afirmou que a decisão judicial é provisória.

“Todas as circunstâncias serão devidamente esclarecidas”, diz o comunicado.

A defesa também destacou o envio de um projeto de lei “antifacção” à Câmara, que prevê a proibição de contratação de pessoas investigadas por envolvimento com organizações criminosas.

O caso segue sob investigação e deve ter novos desdobramentos nos próximos dias.

 O POVO PB

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