Procon-JP notifica empresa Guanabara por não reembolsar passagens vendidas durante greve de motoristas
30 jun 2025 - Paraíba
Procon-JP notifica empresa Guanabara por não reembolsar passagens vendidas durante greve de motoristas — Foto: Divulgação
O Procon-JP notificou a empresa de transporte Expresso Guanabara por não ter reembolsado passageiros que compraram passagens mesmo após o início da greve dos motoristas nesta segunda-feira (30). A informação foi confirmada pelo secretário municipal de Proteção e Defesa do Consumidor, Junior Pires.
Segundo o Procon-JP, a fiscalização recebeu diversas denúncias de consumidores que relataram que as vendas continuaram mesmo após o anúncio da paralisação. A irregularidade foi confirmada em vistoria ao guichê da empresa, localizado no Terminal Rodoviário de João Pessoa.
“As viagens normalmente realizadas pela empresa foram canceladas devido à greve. No entanto, a empresa ainda estava vendendo passagens para vários dias adiante, mesmo após o começo da paralisação dos motoristas e sem ter a certeza de que iria prestar o serviço, o que é uma irregularidade”, explicou Junior Pires.
A empresa Guanabara, por meio de nota, confirmou que a greve foi encerrada após acordo com o Sindicato dos Motoristas e que as operações dos ônibus foram retomadas ainda na noite desta segunda-feira. Contudo, não respondeu até a última atualização desta matéria sobre como será feito o reembolso dos bilhetes vendidos durante a paralisação.
🚍 Entenda a greve
Os motoristas da empresa Expresso Guanabara iniciaram a paralisação nesta segunda-feira (30) após não chegarem a um acordo com a empresa. Entre as reivindicações da categoria estavam:
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Reajuste salarial de 8%;
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Fim do banco de horas;
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Vale-alimentação válido por 12 meses;
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Igualdade nas regras do plano de saúde.
Ainda segundo o sindicato, foi mantida uma frota emergencial de 30%, conforme determina a legislação para serviços essenciais.
Em nota, a Expresso Guanabara afirmou que apresentou uma proposta com índice de reajuste superior à inflação dos últimos 12 meses, mas não houve entendimento. A empresa lamentou os transtornos causados aos passageiros e disse que buscou negociar com o sindicato para evitar maiores impactos.
O POVO PB
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