Sigilo envolve inquérito sobre suposta ligação entre organização criminosa e prefeitura de João Pessoa
7 maio 2024 - Paraíba
Prefeitura de João Pessoa — Foto: Edcarlos Santana/OPovoPB
O inquérito da Polícia Federal que investiga o suposto envolvimento de uma organização criminosa com atuação no tráfico de drogas e nomeações na prefeitura de João Pessoa permanece em sigilo. Mesmo após os mandados de prisão executados na última sexta-feira, a situação continua sem divulgação pública – uma situação incomum, considerando que as prisões já foram efetuadas.
Porém, o Blog conseguiu identificar pelo menos um dos alvos de prisão: o detento da penitenciária PB1, Jossiênio Silva Santos. Ele é apontado pelos investigadores como um ‘conselheiro’ de facções criminosas que controlam comunidades na região metropolitana de João Pessoa e teria contatos com pessoas ligadas ao serviço público, possivelmente para favorecer indicações no poder público.
A PF descobriu que o grupo, supostamente liderado por Jossiênio, tinha uma atuação complexa, incluindo a cobrança de contribuições financeiras dos membros que estão fora dos presídios.
As investigações se basearam na análise da movimentação financeira e dados de um celular apreendido, o que levou a indícios de interferência do grupo no serviço público.
As buscas da última sexta-feira ocorreram em secretarias de Direitos Humanos, Saúde e na Empresa de Limpeza Urbana (Emlur) da Capital. Além da secretária executiva de Saúde, Janine Lucena, filha do prefeito Cícero Lucena, outras duas servidoras foram alvos das buscas. A direção da Emlur anunciou o afastamento de uma das servidoras.
Não há confirmação de que as nomeações das servidoras estão relacionadas ao suposto esquema, nem se elas têm parentesco com o detento Jossiênio Silva, apesar de compartilharem o mesmo sobrenome.
Na sexta-feira, o prefeito Cícero Lucena afirmou estar colaborando com as investigações e determinou a abertura de um procedimento administrativo para apurar o envolvimento dos servidores. Segundo o gestor, sua filha foi mencionada por atender uma ligação de um presídio.
O POVO PB com Jornal da Paraíba
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