TJPB nega pedido do MP para retorno de Padre Egídio à prisão e mantém prisão domiciliar

9 abr 2025 - Paraíba

Arquidiocese proíbe Padre Egídio de celebrar missas por suspeita de desvios no Padre Zé — Foto: Divulgação

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) decidiu, nesta terça-feira (8), manter o Padre Egídio de Carvalho em prisão domiciliar, rejeitando o pedido do Ministério Público da Paraíba (MPPB) para que ele voltasse a cumprir prisão preventiva em unidade prisional da capital.

O religioso está há um ano em prisão domiciliar, após alegações de problemas de saúde. Ele é apontado como líder de uma organização criminosa investigada por desvios de recursos públicos no Hospital Padre Zé, em João Pessoa.

Pedido do MP foi rejeitado por falta de novos elementos

Segundo o desembargador Ricardo Vital, relator do caso, o Ministério Público não apresentou elementos suficientes para comprovar que houve melhora no estado de saúde do padre a ponto de justificar o retorno à prisão comum.

“Não há nos autos elementos que tragam a tranquilidade necessária para uma decisão dessa natureza”, afirmou Ricardo Vital. Ele reforçou, no entanto, que a decisão não é definitiva: “Nada impede que o posicionamento seja revisto, caso surjam novos elementos clínicos ou processuais”.

Defesa tenta revogar prisão no STF

Enquanto isso, a defesa de Egídio de Carvalho tenta reverter a prisão preventiva junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). O recurso está sob análise da Primeira Turma da Corte, com relatória da ministra Cármen Lúcia.

Na última sexta-feira (4), o julgamento teve início e a turma já formou maioria pela manutenção da prisão preventiva, mesmo com o cumprimento em regime domiciliar. A expectativa é que o julgamento seja finalizado nos próximos dias.

Caso Padre Zé

Egídio de Carvalho, ex-diretor do Hospital Padre Zé, responde a processo por suspeita de envolvimento em um esquema de desvio de verbas públicas e doações, inicialmente destinadas à unidade de saúde. A Operação Indignus, conduzida pelo MPPB e pela Polícia Civil, apontou um rombo milionário e a existência de uma estrutura criminosa com fraudes em contratos, compras superfaturadas e lavagem de dinheiro.

O POVO PB

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