Violência contra idosos cresce na Paraíba: saiba como identificar e denunciar casos

12 set 2025 - Paraíba

Violência contra idosos cresce na Paraíba — Foto: Divulgação

A violência contra a pessoa idosa, especialmente a financeira e patrimonial, tem se tornado cada vez mais comum na Paraíba e em todo o Brasil. Situações em que filhos ou familiares se apropriam de aposentadorias e benefícios previdenciários, deixando os idosos em situação de abandono material, estão entre as principais denúncias recebidas pelo Ministério Público.

Segundo a promotora de Justiça de João Pessoa, Anita Betânia Rocha, a violência contra o idoso vai muito além da agressão física. “Ela se materializa de diversas formas, patrimonial, moral, psicológica, sexual e também pelo abandono. Muitas vezes, o responsável por cuidar do idoso termina se apropriando dos benefícios, deixando a vítima sem condições mínimas de subsistência”, explicou.

De acordo com a promotora, existem diversos canais de denúncia disponíveis:

  • Ministério Público da Paraíba, por meio da Promotoria do Idoso (João Pessoa);

  • Delegacia Especializada do Idoso;

  • Conselho Municipal do Idoso;

  • Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS);

  • Disque 100, serviço nacional de proteção aos direitos humanos;

  • 190, em casos de urgência.

O Ministério Público aponta que o abandono material e a violência patrimonial lideram as ocorrências. Em muitos casos, empréstimos consignados são realizados em nome dos idosos, sem que eles tenham real benefício, comprometendo totalmente a renda e dificultando até a institucionalização em abrigos.

A promotora também reforçou que a proteção ao idoso não é apenas responsabilidade da família ou do Estado, mas da sociedade como um todo. “É preciso trazer o idoso para a sociedade e permitir que ele exerça seus direitos em plenitude. O vizinho, o amigo, qualquer pessoa que perceba sinais de violência tem obrigação de denunciar”, alertou.

Casos de maus-tratos muitas vezes são praticados pelos próprios filhos, motivados pelo interesse na aposentadoria ou nos recursos do idoso. A promotora lembra que a omissão pode levar a tragédias. “Se você notar sinais de violência, denuncie. O silêncio pode custar a vida de um idoso”, concluiu.

O POVO PB

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