40% dos motoristas já foram ameaçados e 12% já se envolveram em brigas físicas no trânsito, diz pesquisa

2 dez 2024 - Paraíba

40% dos motoristas já foram ameaçados e 12% envolveram envolvimento em brigas físicas, diz pesquisa — Foto: Reprodução

Luana Carvalho, personal trainer, foi brutalmente agredida na noite do último domingo (1º) na Avenida Beira Rio, em João Pessoa, após um desentendimento no trânsito. A vítima relatou que o agressor, um motociclista, a atingiu com golpes de capacete, deixando-a com escoriações pelo corpo e quatro pontos na cabeça. (LEIA MAIS AQUI)

O crime começou quando Luana e sua companheira, Geonava Silva, voltavam para casa e acidentalmente fecharam um motociclista. Apesar da situação ter sido resolvida, um segundo motociclista iniciou uma perseguição, culminando na colisão e agressão violenta.

“Eu apaguei e, quando voltei, já estava no chão, ensanguentada. Ele tinha fugido”, afirmou Luana, ainda abalada.

Pesquisa aponta preocupante violência no trânsito

A agressão sofrida por Luana reflete um cenário alarmante de intolerância no trânsito. Uma pesquisa encomendada pela TV Record, revelou que:

  • 40% dos motoristas já foram ameaçados ao volante;
  • 82% admitiram já ter xingado outros condutores;
  • 12% se envolveram em brigas físicas.

Esses números reforçam a necessidade de conscientização e medidas preventivas para evitar que conflitos cotidianos resultem em tragédias.

Luana registrou boletim de ocorrência na 10ª Delegacia Distrital, em Tambaú. O delegado responsável, Wergniaud Vaz, informou que imagens de câmeras de segurança estão sendo analisadas para identificar o agressor, que poderá responder por lesão corporal grave.

“Solicitamos exames de corpo de delito e imagens do local. A identificação do acusado é questão de tempo”, garantiu o delegado.

Luana Carvalho denunciou ter sido agredida com capacete por um motoqueiro, em João Pessoa — Foto: Reprodução

Além das lesões físicas, Luana afirmou estar abalada emocionalmente e incapaz de trabalhar devido aos ferimentos. “Agora estou prejudicada por alguém que não tem noção das coisas”, desabafou.

A companheira de Luana, Geonava, também destacou o trauma emocional do episódio:

“Por um motivo tão banal, ele agiu de forma tão agressiva. Isso poderia ter sido resolvido na conversa.”

A violência no trânsito é um problema que exige atenção das autoridades e da sociedade para promover segurança e respeito mútuo.

O POVO PB

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