Padre George alega ‘calote’ de R$ 180 mil em emenda parlamentar de Padre Egídio
9 nov 2023 - Paraíba / Política
Arquidiocese proíbe Padre Egídio de celebrar missas por suspeita de desvios no Padre Zé — Foto: Divulgação
O atual diretor do Hospital Padre Zé, Padre George Batista, veio a público para denunciar um suposto calote de R$ 180 mil em uma emenda parlamentar destinada à Fundação São Padre Pio de Pietrelcina. O montante teria sido destinado ao hospital por meio do Instituto São José, que funciona como intermediário para repassar a verba.
De acordo com Padre George, a origem dos recursos remonta a uma emenda parlamentar concedida pelo então senador José Maranhão em 2018. O Instituto São José teria recebido os R$ 200 mil da emenda com a missão de direcioná-los à Fundação São Padre Pio, sob administração de George na época. No entanto, apenas R$ 20 mil foram repassados à instituição, deixando uma diferença de R$ 180 mil.
A situação ganha contornos ainda mais complexos que Padre Egídio, ex-diretor do Hospital Padre Zé e supostamente responsável pelo repasse dos recursos, está sob investigação de uma força-tarefa desenvolvida pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) por suspeitas de desvio de recursos públicos e privados destinados à instituição. Há promessas de que o dinheiro possa ter sido utilizado para aquisição de imóveis, veículos e equipamentos de alto valor.
Em uma entrevista recente, Padre George também fez menção a um empréstimo de R$ 13 milhões realizado por seu antecessor em dois bancos, com parcelas de R$ 250 mil debitadas de recursos destinados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, o atual diretor do hospital afirmou que desconhece o destino desses fundos.
Até o momento, Padre Egídio não se manifestou publicamente sobre as acusações. Por outro lado, Otávio Paulo Neto, coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), insinuou que as denúncias contra Padre George podem ser uma tentativa de difamação devido à sua colaboração nas investigações em curso no Hospital Padre Zé.
Em uma nota oficial, a Fundação São Padre Pio de Pietrelcina esclareceu que os valores transferidos para a Ação Social Arquidiocesana não se destinavam à fundação, e que os valores referentes à emenda parlamentar deveriam ter sido repassados pela Promotoria de Justiça das Fundações, por meio do O Instituto São José, o qual, no entanto, repassou apenas uma fração do valor acordado, deixando pendentes os R$ 180 mil restantes.
NOTA:
Em detrimento das informações veiculadas em portais do estado na manhã desta quarta-feira(08), a Fundação São Padre Pio de Pietrelcina vem, por meio deste, esclarecer tais informações sobre repasse de valores para a instituição advindas do Instituto São José.
O documento de extrato veiculado nos portais refere-se a transferência realizada para a Ação Social Arquidiocesana – CNPJ: 70.133.3939.0001-00. Portanto, o valor referido não foi direcionado a Fundação São Padre Pio de Pietrelcina.
Em virtude de emenda parlamentar direcionada a Fundação São Padre Pio pelo então senador José Targino Maranhão, em 06 de novembro de 2018 foi estabelecido um termo de atuação em rede intermediado pela Promotoria de Justiça das Fundações onde o Instituto São José receberia o recurso e repassaria a Fundação no valor de R$200 mil reais.
Entretanto, o Instituto São José, por meio dos seus antigos gestores, apenas repassou à Fundação o valor de vinte mil reais, não se sabendo qual o destino dado aos R$180 mil restantes e nunca repassados.
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