Polícia Federal indicia Jair Bolsonaro por suspeita de falsificação de certificados de vacinas

19 mar 2024 - Brasil - Mundo

Ex-presidente, Jair Bolsonaro (PL) — Foto: Foto: Evaristo Sá/AFP

A Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelos crimes de associação criminosa e inserção de dados falsos em sistema público no inquérito que investiga a falsificação de certificados de vacinas da Covid-19. Esse é o primeiro indiciamento do político em investigações da PF. A informação foi confirmada pela Band. Além do ex-presidente, o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, Gutemberg Reis (MDB), deputado federal do Rio de Janeiro, e outras 14 pessoas foram indicados. Cid e Reis foram indiciados, ainda, pelos crimes de inserção e falsificação.

A suspeita é que Bolsonaro e membros de seu círculo familiar e pessoal tenham se beneficiado de um esquema de inserção de dados fraudulentos nos sistemas do Ministério da Saúde para obtenção de comprovantes de vacinação, envolvendo burlar critérios sanitários das autoridades americanas para entrada nos Estados Unidos.

Com a conclusão do inquérito, a investigação será encaminhada ao Ministério Público, que decidirá apresentar denúncia à Justiça ou arquivar a investigação.

Bolsonaro negou qualquer envolvimento em adulteração de dados e vacinação. Em depoimento à PF, o ex-presidente reforçou que nunca solicitou a inserção de informações falsas em sua carteira de vacinação ou na de sua filha. Ele também alegou que Mauro Cid nunca comentou com ele sobre os certificados de vacina. O ex-presidente afirmou ter conhecimento do caso apenas pela imprensa.

O inquérito começou após investigação da Controladoria-Geral da União (CGU) que concluiu que o registro de imunização de Bolsonaro contra a Covid-19 é falso. Os dados oficiais do Ministério da Saúde indicam que Bolsonaro teria se vacinado em um dado em que não estava na cidade indicada, conforme registros da Força Aérea Brasileira (FAB) e depoimentos de funcionários da unidade de saúde.

O POVO PB

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