Hospital Padre Zé solicita indenização milionária do ex-gestor por danos morais

22 out 2024 - Paraíba

Hospital Padre Zé, em João Pessoa — Foto: Edcarlos Santana/Arquivo

O Instituto São José, responsável pela administração do Hospital Padre Zé, em João Pessoa, ingressou com uma ação judicial contra o ex-gestor da instituição, o padre Egídio de Carvalho Neto, solicitando uma indenização de pelo menos R$ 1 milhão por danos morais. O pedido baseia-se nas irregularidades praticadas durante a gestão de Egídio, que atualmente é investigado pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) em várias operações, incluindo a Operação Indignus, que revelou um esquema de desvio milionário de recursos.

Segundo as investigações, Egídio teria desviado mais de R$ 140 milhões de recursos e doações destinados ao hospital para contas pessoais, utilizando-os para a aquisição de itens de luxo. A má gestão financeira e os atos ilícitos praticados pelo ex-gestor afetaram diretamente a imagem do Instituto São José, uma instituição filantrópica, comprometendo sua reputação.

Arquidiocese proíbe Padre Egídio de celebrar missas por suspeita de desvios no Padre Zé — Foto: Divulgação

Na ação movida, o Instituto São José destaca que os desvios teriam ocorrido ao longo de quase uma década, resultando em um aumento patrimonial desproporcional de Egídio. “A má-gestão, eivada de atos de ilegalidade, é fator determinante para o atual cenário em que o Instituto São José se encontra, o que enseja o dever de indenizar o responsável”, diz o documento.

A crise de confiança gerada pelas ações de Egídio levou o Instituto a buscar reparação judicial, visando, além da indenização financeira, o reconhecimento da responsabilidade do ex-gestor pelos danos causados à credibilidade da instituição. A defesa do Instituto reforça que o objetivo é restabelecer a confiança pública na entidade.

Até o momento, a defesa de Egídio não se pronunciou sobre as acusações.

Entenda o caso

As investigações contra padre Egídio ganharam destaque após o furto de 100 celulares do Hospital Padre Zé, em setembro de 2023. Esses aparelhos, doados pela Receita Federal, seriam vendidos em um bazar solidário para financiar a compra de uma ambulância com UTI e um veículo para distribuição de alimentos a pessoas em vulnerabilidade. O furto desencadeou uma série de apurações que revelaram irregularidades na gestão do hospital.

Em meio às investigações, Egídio foi afastado de suas funções pela Arquidiocese da Paraíba e proibido de exercer qualquer atividade eclesiástica, incluindo a celebração de missas e sacramentos. O Ministério Público segue apurando o caso, e o ex-gestor permanece sob investigação.

O Hospital Padre Zé, após avaliar sua situação financeira, identificou uma série de dívidas que comprometem o funcionamento da instituição.

 

O POVO PB

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