Procurador Eleitoral atribui a ex-prefeito de Cabedelo nomeações de pessoas ligadas ao crime organizado

30 out 2025 - Paraíba / Política

Procurador Eleitoral atribui a ex-prefeito de Cabedelo nomeações de pessoas ligadas ao crime organizado — Foto: Reprodução

O procurador regional eleitoral da Paraíba, Renan Paes Félix, afirmou nesta quinta-feira (30) que o ex-prefeito de Cabedelo, Victor Hugo, é responsável pela nomeação de pessoas supostamente ligadas ao crime organizado durante sua gestão. A declaração foi feita durante o julgamento de um recurso contra a cassação do prefeito André Coutinho (PRB), realizada pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB).

Segundo o procurador, o ex-gestor exonerou servidores que teriam sido apadrinhados por um traficante conhecido como Fatoca, investigado por envolvimento com facções criminosas que atuam na cidade.

“O prefeito Victor Hugo realiza a exoneração, mas ele não exonera apenas aqueles quatro, porque a investigação até então só sabia de quatro. Ele exonera todos aqueles que estavam como apadrinhados por Fatoca. Então veja que não é um fato irrelevante, pois houve uma exoneração de todos aqueles que estavam na lista como apadrinhados do traficante”, afirmou Renan Paes Félix durante sua manifestação.

As acusações estão baseadas nas operações En Passant 1 e 2, deflagradas pela Polícia Federal em conjunto com o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba.

As investigações apontaram o uso de recursos públicos para fins eleitorais, abuso de poder político e econômico, lavagem de dinheiro, peculato e coação de eleitores.

“Esses dois fatos já apontam, de início, para uma gravidade importante, a demonstrar de forma objetiva uma aliança entre a gestão municipal e as facções criminosas que atuam na cidade de Cabedelo”, acrescentou o procurador.

Durante o julgamento, o procurador se manifestou pelo desprovimento do recurso apresentado pelo prefeito André Coutinho e pelo vereador Márcio Alexandre, mantendo assim a decisão que determinou a cassação dos mandatos.

No entanto, Renan Paes Félix deu parecer favorável ao recurso da vice-prefeita Camila Holanda, por entender que ela não teve participação direta nos fatos investigados.

O julgamento no TRE-PB segue sob análise e ainda não foi concluído.

 O POVO PB

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