Caso ISEA completa um ano sem conclusão de inquérito e família cobra respostas na Paraíba

11 mar 2026 - Paraíba

Mulher que morreu após parto no ISEA — Foto: Reprodução/Instagram (@jorge.elo)

O caso conhecido como “Caso ISEA”, que investiga uma suposta negligência médica na Instituto de Saúde Elpídio de Almeida, em Campina Grande, completa um ano nesta quarta-feira (11) sem a conclusão do inquérito policial.

A investigação apura as circunstâncias da morte de um bebê durante o parto. A mãe da criança, Maria Danielle, que também morreu meses depois, ainda não teve a certidão de óbito emitida, segundo familiares.

O Ministério Público da Paraíba informou que o procedimento está em fase final, mas destacou que a investigação criminal é de responsabilidade da Polícia Civil da Paraíba.

O delegado responsável pelo caso solicitou novo prazo de 30 dias para diligências complementares. Após essa etapa, o inquérito poderá ser encaminhado à Justiça.

A Prefeitura de Campina Grande abriu sindicância interna para apurar a conduta da equipe médica envolvida. O relatório final recomendou o afastamento de profissionais, com encaminhamento do caso à Procuradoria-Geral do Município para abertura de processo administrativo disciplinar.

Os conselhos profissionais também acompanham o caso.

O viúvo de Maria Danielle criou uma plataforma digital com orientações para gestantes e acompanhantes, com o objetivo de informar sobre direitos no parto e formas de denunciar possíveis casos de violência obstétrica.

Como denunciar

Casos de violência obstétrica podem ser denunciados pelos canais oficiais:

• Disque 180 – Central de Atendimento à Mulher
• Disque 136 – Ouvidoria do SUS
• Registro de ocorrência na Polícia Civil

O POVO PB

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