CRM-PB abre sindicância para investigar médico preso por suspeita de abuso contra pacientes em Caaporã

5 nov 2026 - Notícias

Delegacia de Polícia Civil de Alhandra — Foto: Reprodução

O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) abriu uma sindicância para investigar a conduta de um médico preso em flagrante, suspeito de praticar atos libidinosos contra pacientes durante consultas em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) na zona rural de Caaporã, no Litoral Sul da Paraíba.

O procedimento foi instaurado na quarta-feira (4) e tem como objetivo apurar se houve violação ao Código de Ética Médica. A investigação prevê a análise de documentos, relatos e possíveis provas para verificar a existência de indícios de autoria e materialidade das infrações.

Segundo o CRM-PB, caso seja instaurado um processo ético-profissional, serão garantidos ao médico o direito à ampla defesa e ao contraditório. O procedimento poderá incluir depoimentos do profissional investigado, das pacientes e de testemunhas.

Entenda a investigação policial

De acordo com a Polícia Civil, o caso começou a ser investigado após uma paciente de 20 anos denunciar uma suposta conduta sexual inadequada durante uma consulta realizada na manhã da quarta-feira (4).

Conforme o relato, o médico teria utilizado procedimentos clínicos como justificativa para realizar toques e manipulações íntimas sem finalidade médica, além de fazer perguntas de cunho sexual durante o atendimento.

Após a denúncia, equipes policiais foram até a unidade de saúde e identificaram outro relato envolvendo o profissional. Uma paciente de 44 anos também procurou a polícia e afirmou ter passado por situações semelhantes durante uma consulta anterior no mesmo estabelecimento.

Funcionários da UBS foram ouvidos e relataram comportamentos considerados inadequados e situações de constrangimento atribuídas ao médico.

Médico nega irregularidades

Em depoimento à Polícia Civil, o profissional afirmou que os contatos tiveram finalidade exclusivamente diagnóstica e assistencial.

Ele foi preso em flagrante e deverá passar por audiência de custódia. A identidade do médico não foi divulgada.

Para auxiliar na investigação, foram solicitados exames ao Instituto de Polícia Científica (IPC), por meio do Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol). A polícia também solicitou as imagens do sistema de monitoramento interno da unidade de saúde.

O POVO PB

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