Defesa de Padre Egídio vai recorrer ao STJ após manutenção da prisão preventiva pelo TJPB

30 jan 2024 - Paraíba

Egídio de Carvalho Neto, Amanda Duarte e Jannyne Dantas tiveram mandados de prisão expedidos — Foto: Reprodução

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), decidiu, na manhã desta terça-feira (30), em manter a prisão preventiva do Padre Egídio de Carvalho Neto, a defesa do religioso afirmou que recorrerá ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), alegando uma suposta “antecipação de pena” e destacando a colaboração do padre nas investigações.

Supostos desvios milionários de recursos pelo Padre Egídio — Foto: Reprodução/TV Globo

Os advogados, durante a sessão, argumentaram que Padre Egídio “sempre colaborou com as autoridades, inclusive se entregando voluntariamente no início das investigações. Argumentaram também sobre a prisão domiciliar, considerando a saúde debilitada do padre”, mas a Câmara Criminal manteve a prisão sob a justificativa do milionário desvio de recursos do Instituto São José, conforme apontado pelo Ministério Público.

Supostos desvios milionários de recursos pelo Padre Egídio — Foto: Reprodução/TV Globo

A defesa enfatizou que irá recorrer da decisão, reforçando que não há requisitos para a prisão preventiva, pois Padre Egídio foi afastado das funções e teve seus bens confiscados, impossibilitando qualquer reiteração de comportamento.

A prisão de Padre Egídio, bem como das investigadas Janine Dantas e Amanda Duarte, ocorreram em novembro de 2023 durante a Operação Indgnus, que investiga desvios milionários no Instituto São José, responsável pela administração do Hospital Padre Zé. O religioso é apontado como chefe de uma organização criminosa que teria utilizado os recursos para fins pessoais, como aquisição de imóveis de luxo.

Granja de padre Egídio, ex-diretor do Hospital Padre Zé, em João Pessoa — Foto: Reprodução

A defesa, declarou que a decisão permite que o STJ aprecie o mérito do decreto, alegando um excesso e uma antecipação de pena. O advogado ressaltou que o próprio Ministério Público, em seu pedido, indicava que a prisão domiciliar seria suficiente.

O POVO PB

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