Uma mulher foi presa na manhã desta quinta-feira (18) suspeita de fraudar a carteira funcional…
Facções tentam tirar chefões de presídio da PB com alvarás falsos; polícia suspeita de uso de IA no esquema
20 maio 2026 - Manchete Destaque
Penitenciária Modelo de João Pessoa PB1 — Foto: Ortilo Antonio/Arquivo A União
Uma tentativa ousada de fraude dentro do sistema prisional da Paraíba mobilizou autoridades nesta terça-feira (19). Sete integrantes de facções criminosas tentaram deixar a Penitenciária de Segurança Máxima PB1 e PB2, em João Pessoa, utilizando alvarás de soltura falsificados.
Segundo informações obtidas pela imprensa, alguns presos chegaram a ser chamados para os procedimentos de liberação, mas policiais penais desconfiaram da documentação e impediram a fuga.
A fraude foi descoberta após consultas feitas à juíza Andrea Arcoverde e ao juiz Carlos Neves, da Vara de Execuções Penais, cujos nomes apareciam nos documentos falsos. Ambos confirmaram que jamais emitiram qualquer autorização de soltura.
A investigação inicial aponta que os documentos fraudulentos teriam sido enviados por meio do Malote Digital do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), sistema usado oficialmente para comunicação entre órgãos do Judiciário. A suspeita levantou alerta sobre possível invasão ou uso indevido de credenciais oficiais.
Entre os presos que seriam beneficiados estão nomes considerados de alta periculosidade e apontados como líderes ou integrantes da cúpula de facções como Comando Vermelho, Nova Okaida e Bonde do Cangaço.
Entre eles aparecem:
• Clodoberto da Silva, o “Betinho”, apontado como integrante da alta cúpula do Comando Vermelho na Paraíba;
• Diego Alexandro dos Santos, o “Baiola”, ligado ao conselho da facção no estado;
• Francinaldo Barbosa, conhecido como “Vaqueirinho”, tratado pelas autoridades como atual líder da Nova Okaida;
• Samuel Mariano, o “Samuca”, apontado como fundador do Bonde do Cangaço.
Somadas, as penas dos investigados ultrapassam dezenas de anos de prisão.
O secretário de Administração Penitenciária da Paraíba, Tércio Chaves, revelou que o sistema prisional já registrou ao menos 13 tentativas semelhantes desde dezembro do ano passado. Segundo ele, o nível de sofisticação chama atenção e há suspeita do uso de Inteligência Artificial para produzir documentos extremamente parecidos com os originais.
“Impressiona o nível de sofisticação utilizado. Pela similitude dos documentos, há indicativos de uso de ferramentas de IA nessas tentativas de liberar presos de alta periculosidade”, afirmou o secretário.
A Secretaria de Administração Penitenciária abriu um procedimento interno para investigar se houve participação dos detentos no esquema. Paralelamente, a Polícia Civil também deve apurar a origem dos documentos falsos e identificar os responsáveis pela fraude.
Em nota, o Tribunal de Justiça da Paraíba confirmou a tentativa de uso dos alvarás falsificados e destacou que nenhuma soltura foi concretizada graças aos protocolos de segurança e à atuação dos servidores.
O Conselho Nacional de Justiça ainda não se pronunciou sobre o caso.

Clodoberto da Silva, o “Betinho”, teve alvarás de soltura falsos em seu nome na Paraíba — Foto: Reprodução

Diego Alexandro dos Santos, o “Baiola”, é um dos chefes do Comando Vermelho que seriam beneficiados na Paraíba — Foto: Reprodução

João Batista da Silva, o “Junior Pitoco”, também apontado como beneficiário da fraude na Paraíba — Foto: Reprodução

Célio Luis Marinho, o “Celio Guará”, seria beneficiário de fraude com alvarás de soltura falsos na PB — Foto: Reprodução

Vinícius Barbosa de Lima, o “Vini” — Foto: Reprodução

Francinaldo Barbosa, o “Vaqueirinho”, também seria beneficiado como alvará de soltura falso na PB — Foto: Reprodução

“Samuca” também seria beneficiário da fraude em documentos na PB — Foto: Reprodução
O POVO PB
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