O Partido dos Trabalhadores (PT) em João Pessoa está prestes a se tornar o epicentro…
Fundo Eleitoral de quase R$ 5 bilhões é divulgado; PL e PT vão receber juntos mais de R$ 1,4 bilhão
4 jun 2026 - Manchete Destaque
Valor destinado aos partidos para as eleições de 2026 bate novo recorde; Paraíba terá protagonismo de siglas que receberão centenas de milhões de reais — Foto: Divulgação
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta quarta-feira (4) a divisão do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundo Eleitoral, para as eleições de 2026. Ao todo, serão distribuídos R$ 4,96 bilhões entre os partidos políticos de todo o país, consolidando mais uma vez o fundo como a principal fonte de financiamento das campanhas eleitorais brasileiras.
As duas maiores fatias ficaram com o PL e o PT. Juntos, os partidos vão receber cerca de R$ 1,5 bilhão, o equivalente a mais de 30% de todo o montante liberado pela Justiça Eleitoral.
O PL, legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro, lidera a lista com R$ 881,6 milhões. Já o PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, terá direito a R$ 615,3 milhões.
Na Paraíba, o cenário chama atenção porque algumas das principais forças políticas do estado estarão ligadas a partidos que aparecem entre os maiores beneficiados pelo fundo. O Progressistas (PP), legenda do governador Lucas Ribeiro, receberá R$ 417 milhões. Já o MDB, partido do senador Veneziano Vital do Rêgo e do ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, ficará com pouco mais de R$ 400 milhões.
Como o dinheiro é dividido
A distribuição do Fundo Eleitoral segue critérios estabelecidos pela legislação e leva em consideração o desempenho das legendas no Congresso Nacional.
Do total disponível:
- 2% são divididos igualmente entre todos os partidos registrados no TSE;
- 35% são distribuídos conforme a votação obtida para a Câmara dos Deputados na última eleição;
- 48% levam em conta o número de deputados federais eleitos por cada legenda;
- 15% são repartidos de acordo com a representação partidária no Senado Federal.
Na prática, quanto maior a bancada de um partido em Brasília, maior será a fatia recebida para financiar campanhas eleitorais.
Criado em 2017 após a proibição das doações empresariais para campanhas, o mecanismo passou a ser uma das principais fontes de recursos para candidatos e partidos.
Especialistas e entidades de controle costumam questionar o aumento progressivo dos valores destinados às campanhas, principalmente diante do avanço das ferramentas digitais, que reduziram parte dos custos tradicionais das disputas eleitorais.
Outro ponto frequentemente levantado é a necessidade de maior rigor na fiscalização da aplicação desses recursos, já que o dinheiro utilizado nas campanhas é proveniente dos cofres públicos.
Partidos que receberão os maiores valores
- PL: R$ 881,6 milhões
- PT: R$ 615,3 milhões
- União Brasil: R$ 526,2 milhões
- PSD: R$ 421 milhões
- PP: R$ 417 milhões
- MDB: R$ 400 milhões
- Republicanos: R$ 348,5 milhões
- Podemos: R$ 245,9 milhões
- PDT: R$ 169,2 milhões
- PSB: R$ 152,2 milhões
Na outra ponta da lista, dez legendas receberão a cota mínima de R$ 3,3 milhões cada.
O valor total distribuído para as eleições de 2026 chega a R$ 4.961.519.777, consolidando o maior Fundo Eleitoral já destinado para uma disputa nacional.
O POVO PB
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