Homem que matou irmã e fez mãe refém em João Pessoa mantinha arsenal em casa, diz Polícia Civil
26 set 2025 - Paraíba
Cidade da Polícia Civil — Foto: Edcarlos Santana
O homem de 51 anos que matou a própria irmã, manteve a mãe refém, atirou em um vizinho e, em seguida, tirou a própria vida, possuía um verdadeiro arsenal dentro de casa, no bairro São José, em João Pessoa. A informação foi confirmada pelo delegado Diego García, da Polícia Civil.
De acordo com a investigação, no imóvel foram encontrados equipamentos de uso policial, como coturnos, coldre, bornal, luvas, touca ninja e vestimenta tática. Além disso, o suspeito também armazenava armas e artefatos perigosos, entre eles:
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um revólver calibre .38;
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uma machadinha;
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um taco com pregos;
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dois explosivos artesanais;
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carregadores rápidos para reposição de munição.
A Polícia também apreendeu um caderno onde o homem teria escrito planos para matar familiares e conhecidos que o desagradavam.
Surto psicótico
O crime aconteceu na noite de quinta-feira (25), quando o suspeito sofreu um surto psicótico e atirou contra a irmã e um vizinho. Segundo a Polícia Civil, em diversos momentos a arma falhou, o que permitiu que parte das vítimas conseguisse escapar.
A irmã do agressor chegou a fugir após um dos disparos falhar. O sobrinho dele também não foi atingido, mesmo após ser alvo de tiros que não chegaram a disparar.
Um vizinho de 67 anos tentou intervir, mas foi baleado no pescoço. Ele foi socorrido para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, onde passou por cirurgia. O estado de saúde dele é considerado estável.
Uso de medicamentos
Familiares informaram que o homem fazia uso de medicamentos controlados para tratar depressão, mas havia interrompido o tratamento há cerca de quatro meses.
Mãe feita refém
Durante a ação, o homem manteve a mãe e a irmã dentro de casa. Quando a Polícia Militar entrou no imóvel, encontrou a irmã morta, o atirador sem vida e a mãe em estado de choque após presenciar toda a violência.
A idosa foi socorrida e já recebeu alta médica.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.
O POVO PB
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