O juiz auxiliar da propaganda eleitoral da Paraíba, Márcio Murilo da Cunha Ramos, proibiu o…
Justiça aumenta pena de Fernando Cunha Lima para mais de 32 anos de prisão por estupro de vulnerável
2 jun 2026 - Manchete Destaque
Justiça aumenta pena de Fernando Cunha Lima para mais de 32 anos de prisão por estupro de vulnerável— Foto: Reprodução
A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) decidiu, nesta terça-feira (2), aumentar a pena do pediatra Fernando Paredes Cunha Lima, condenado por estupro de vulnerável. Com a nova decisão, a punição passou de 22 anos, 5 meses e 2 dias para 32 anos e 17 dias de prisão.
O julgamento ocorreu de forma unânime. O relator do processo, desembargador Ricardo Vital de Almeida, votou pela rejeição do recurso apresentado pela defesa, sendo acompanhado pelos desembargadores Joás de Brito Pereira Filho e João Benedito da Silva.
A defesa do médico buscava a absolvição total, alegando supostas irregularidades processuais durante a tramitação da ação penal. No entanto, os magistrados entenderam que não havia elementos que justificassem a anulação da condenação. Após a decisão, os advogados informaram que pretendem recorrer novamente.
O recurso analisado pelo tribunal é referente ao primeiro processo criminal envolvendo Fernando Cunha Lima. Na sentença de primeira instância, proferida em julho de 2025, o médico havia sido acusado de crimes contra quatro crianças.
Na ocasião, a Justiça condenou o pediatra por dois casos e o absolveu de outros dois, fixando a pena em mais de 22 anos de prisão.
Agora, ao reavaliar o processo, os desembargadores mantiveram as condenações já existentes e reconheceram a existência de provas suficientes para condená-lo também por um terceiro crime envolvendo outra vítima.
Com isso, foi acrescentada uma nova pena de 9 anos, 7 meses e 15 dias, elevando a condenação total para mais de 32 anos de reclusão.
Fernando Cunha Lima cumpre prisão domiciliar desde dezembro de 2025. A medida foi concedida após a defesa apresentar laudos médicos apontando problemas graves de saúde, incluindo doença pulmonar obstrutiva crônica, insuficiência cardíaca, neurite periférica e tratamento contra câncer de próstata.
Antes disso, o pediatra chegou a ser considerado foragido após a decretação da prisão preventiva, em novembro de 2024. Ele foi localizado e preso em Pernambuco, em março de 2025, sendo posteriormente transferido para a Paraíba.
O caso ganhou grande repercussão no estado após denúncias de abusos contra crianças durante atendimentos médicos. A primeira denúncia foi aceita pela Justiça em agosto de 2024, tornando o médico réu pelos crimes investigados.
Com a nova decisão do Tribunal de Justiça, a condenação se torna ainda mais severa, embora ainda caiba recurso às instâncias superiores.
O POVO PB
Acompanhe as notícias do POVOPB pelas redes sociais: Instagram e Twitter.




