Morte de mulher após parto em Campina Grande não teve relação direta com procedimento, diz Secretaria de Saúde

26 mar 2025 - Paraíba

Ruth Iaponira teve hemorragia após parto — Foto: Reprodução

A Secretaria de Saúde de Campina Grande afirmou, durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (26), que a morte de Maria Danielle Cristina Morais Sousa, de 38 anos, não teve ligação direta com o parto de alto risco e a retirada do útero, realizados na Maternidade Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA). Segundo a pasta, Danielle já apresentava histórico clínico complexo e possíveis comorbidades genéticas que podem ter causado o Acidente Vascular Cerebral (AVC) que a levou à morte.

A informação foi dada pelo prefeito Bruno Cunha Lima (União Brasil), que conduziu a coletiva. Ele destacou que a paciente havia passado por abortos espontâneos, trombose arterial e gestação de risco. Antes do falecimento, Danielle sentiu fortes dores de cabeça e caiu em casa. Ao ser levada ao Hospital Pedro I, exames constataram um AVC hemorrágico no tronco encefálico.

“Ela apresentava sinais clínicos que apontavam para uma possível condição genética. Inclusive, chegou a ser avaliada por uma médica geneticista ainda durante a internação”, explicou o prefeito.

Bruno Cunha Lima também informou que comunicou o Ministério Público da Paraíba (MPPB), que acompanhará o caso. “Se houver negligência, os responsáveis serão devidamente responsabilizados”, garantiu.

O diretor do Hospital Pedro I, Marcos Wagner, ressaltou que, embora eventos obstétricos graves possam se associar a complicações neurológicas, a cronologia dos fatos não aponta relação direta entre o parto e o AVC.

O POVO PB 

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