MP denuncia delegado Braz Morroni e dois investigadores por desvio de drogas na Operação Perfidus

24 jul 2026 - Manchete Destaque

Delegado Braz Morrone — Foto: Reprodução

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) apresentou nesta sexta-feira (24), denúncia contra o delegado Braz Morroni e os investigadores Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como “Bomba”, e Eduardo Jorge Ferreira do Egito, o “Mão Branca”, na Operação Perfidus, que investiga um suposto esquema criminoso infiltrado na Polícia Civil da Paraíba,.

Os três são acusados pelos crimes de furto qualificado, abuso de autoridade, falsificação de documento público e fraude processual. Além da denúncia, o Ministério Público pediu à Justiça que as prisões temporárias dos investigados sejam convertidas em prisões preventivas, permitindo que permaneçam presos durante o andamento do processo.

Agora, caberá à 2ª Vara Regional das Garantias decidir se aceita a denúncia. Caso isso aconteça, os investigados passarão oficialmente à condição de réus na Justiça.

Investigação aponta lucro milionário com drogas desviadas

Segundo o Ministério Público, o grupo teria obtido aproximadamente R$ 1 milhão com a comercialização de drogas que deveriam permanecer apreendidas pela Polícia Civil.

As investigações apontam que parte dos entorpecentes era desviada e posteriormente revendida por integrantes da organização criminosa. A denúncia também pede que, em caso de condenação, a Justiça determine a perda definitiva dos veículos, bens e valores bloqueados ou apreendidos durante a operação.

Deflagrada pela Polícia Civil, a Operação Perfidus apura um suposto esquema de desvio de drogas apreendidas, corrupção, lavagem de dinheiro e vazamento de informações sigilosas.

Durante a ação foram cumpridos nove mandados de prisão, 24 de busca e apreensão e determinado o bloqueio de cerca de R$ 10 milhões em bens e ativos financeiros dos investigados.

Conforme as investigações, o investigador Everton Aires seria o principal articulador do grupo, atuando como intermediário entre policiais e traficantes, além de negociar cargas de drogas desviadas e organizar a movimentação financeira da organização.

Já Eduardo Jorge é apontado como responsável por participar diretamente da retirada dos entorpecentes, monitorar carregamentos e armazenar drogas.

Vanessa Dantas Fernandes é investigada por supostamente movimentar dinheiro do esquema que apura desvio de drogas dentro da Polícia Civil. Ela continuará sendo monitorada por tornozeleira eletrônica — Foto: Divulgação

Justiça concedeu prisão domiciliar a investigada

A Justiça concedeu prisão domiciliar a Vanessa Dantas Fernandes, investigada por atuar como a suposta “tesoureira” da organização criminosa.

De acordo com a investigação, ela disponibilizava contas bancárias para receber, fracionar e distribuir recursos provenientes do tráfico de drogas, realizando repasses financeiros aos integrantes do esquema.

A decisão foi tomada pela juíza Conceição de Lourdes Marsicano de Brito Cordeiro, com parecer favorável do Ministério Público e da Polícia Civil. Vanessa continuará sendo monitorada por tornozeleira eletrônica e deverá cumprir uma série de medidas cautelares.

O POVO PB

 

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