Justiça mantém delegado Braz Morroni preso e prorroga investigação da Operação Perfídus por mais 30 dias

1 jul 2026 - Manchete Destaque

Delegado Braz Morrone está entre os presos da operação — Foto: Reprodução

A Justiça da Paraíba prorrogou por mais 30 dias a prisão temporária do delegado Braz Morroni e de outros investigados presos durante a Operação Perfídus, que apura a atuação de uma suposta organização criminosa ligada ao tráfico de drogas, corrupção e vazamento de informações sigilosas.

A decisão atende a um pedido da Polícia Civil, que alegou a necessidade de mais tempo para concluir as investigações. Segundo o processo, o prazo inicial não foi suficiente para a análise completa do material apreendido durante a operação, incluindo celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos.

Na mesma decisão, a Justiça rejeitou o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa de Braz Morroni. No entanto, determinou que o delegado receba acompanhamento médico enquanto permanecer custodiado no Presídio Especial do Valentina, em João Pessoa.

Também foram negados os pedidos de desbloqueio de contas bancárias apresentados por Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como “Bomba”, e Eduardo Jorge Ferreira do Egito, o “Mão Branca”, que seguem presos por envolvimento nas investigações.

O despacho ainda determina que a Polícia Civil conclua as perícias e apresente o relatório final do inquérito dentro do novo prazo de 30 dias.

Até a última atualização desta reportagem, as defesas de Braz Morroni, Everton Rychelyson e Eduardo Jorge não haviam se manifestado sobre a nova decisão judicial.

Operação investiga esquema criminoso

Deflagrada pela Polícia Civil, a Operação Perfídus investiga uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico de drogas com o apoio de agentes públicos. Conforme as investigações, integrantes do grupo utilizariam a estrutura do Estado para beneficiar atividades ilícitas e dificultar a ação das forças de segurança.

Ao todo, foram cumpridos nove mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio judicial de aproximadamente R$ 10 milhões em contas dos investigados.

Entre os presos estão Everton Rychelyson, apontado como articulador entre policiais e traficantes, e Eduardo Jorge Ferreira do Egito, investigado por participação no desvio de drogas apreendidas e monitoramento de carregamentos.

Também são alvos da operação João Wicttor Alves de Lima, Brendo Roberth Fernandes Sobral, Paulo Ricardo Barbosa de Souza, conhecido como “Galinha”, José Alexandrino de Lira Júnior, “Júnior Lira”, Vanessa Dantas Fernandes e Dankennedy Vieira Brito da Silva, conhecido como “Babau”. Este último continua foragido, segundo a Polícia Civil.

O POVO PB

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