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Justiça mantém prisão de delegado investigado por esquema com traficantes na Paraíba
2 jun 2026 - Manchete Destaque
Fórum Criminal de João Pessoa — Foto: Edcarlos Santana
A Justiça da Paraíba decidiu manter a prisão do delegado da Polícia Civil Braz Morroni, preso durante a Operação Perfídus, deflagrada nesta terça-feira (2), em João Pessoa. A decisão foi assinada pela juíza Michelini Jatobá após a realização da audiência de custódia.
Braz Morroni, que comandava a Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT), é apontado pelas investigações como um dos integrantes de uma organização criminosa suspeita de atuar em parceria com traficantes e utilizar informações sigilosas para favorecer atividades ilegais.
Após a audiência, o delegado foi encaminhado para o Presídio Especial do Valentina, na Zona Sul da Capital. Até a última atualização desta reportagem, a Justiça não havia divulgado o resultado das audiências de custódia dos demais investigados presos na operação.
Em nota, a defesa de Braz Morroni afirmou que respeita a decisão judicial, mas destacou que o delegado tem direito à presunção de inocência. Os advogados informaram ainda que irão analisar o processo para adotar as medidas jurídicas cabíveis visando reverter a prisão.
A Operação Perfídus foi desencadeada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público da Paraíba para desmontar um suposto esquema criminoso que teria a participação de agentes públicos.
Segundo as investigações, integrantes do grupo teriam utilizado a estrutura do Estado para beneficiar organizações ligadas ao tráfico de drogas, além de repassar informações sigilosas sobre operações policiais.
De acordo com o delegado Rafael Bianchi, da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), a apuração teve início em fevereiro deste ano, após uma denúncia feita por um investigado por tráfico. O relato apontava que drogas apreendidas em operações policiais estariam sendo desviadas por integrantes da própria corporação.
Ao longo das investigações, os órgãos de segurança reuniram elementos que resultaram no cumprimento de oito mandados de prisão e diversas buscas e apreensões.
Quem é Braz Morroni
Com mais de duas décadas de atuação na Polícia Civil da Paraíba, Braz Morroni ngressou na corporação em 2004. Durante a carreira, passou por delegacias em cidades como Cuité, Itabaiana e Campina Grande.
Também atuou na Delegacia de Repressão a Entorpecentes antes de assumir, em 2019, o comando da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio, uma das unidades mais estratégicas da segurança pública no estado.
Veja os demais investigados presos na operação
Além do delegado, foram presos:
- João Wicttor Alves de Lima;
- Brendo Roberth Fernandes Sobral;
- Paulo Ricardo Barbosa de Souza, conhecido como “Galinha”;
- José Alexandrino de Lira Júnior, o “Júnior Lira”;
- Vanessa Dantas Fernandes.
Outro alvo da operação, Dankennedy Vieira Brito da Silva, conhecido como “Babau”, não foi localizado durante o cumprimento dos mandados. Segundo a polícia, ele está fora da Paraíba.
As defesas dos demais investigados não foram localizadas até a publicação desta matéria.
O POVO PB
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