Mulher denuncia retirada excessiva de cabelo em exame toxicológico para CNH na Paraíba; laboratório faz acordo

14 jul 2026 - Notícias

Mulher denuncia retirada excessiva de cabelo em exame toxicológico para CNH na Paraíba; laboratório faz acordo — Foto: Reprodução

Uma moradora de Sapé, na Zona da Mata paraibana, denunciou nas redes sociais um suposto erro durante a realização do exame toxicológico exigido para a emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O caso aconteceu no último sábado (11) e ganhou repercussão após a publicação de um vídeo em que a candidata relata ter perdido duas grandes mechas de cabelo durante a coleta.

Segundo Ana Karolina, o procedimento foi realizado em um laboratório de análises clínicas da cidade e teria fugido do padrão previsto para esse tipo de exame. Ela contou que o material precisou ser coletado duas vezes após um dos envelopes utilizados para armazenar a amostra apresentar um rasgo.

“Era para retirar apenas uma pequena quantidade de cabelo, mas acabaram arrancando duas mechas. Ainda disseram que seria necessário cortar uma terceira”, afirmou.

A candidata relatou que sentiu dores durante a coleta e só percebeu a dimensão da área afetada quando chegou em casa. Ela também afirmou que a profissional orientou que mantivesse o cabelo preso para esconder a região onde o material havia sido retirado.

Após a repercussão do caso, Ana Karolina informou, por meio das redes sociais, que chegou a um acordo com o laboratório. Segundo ela, a empresa se comprometeu a custear o tratamento capilar, oferecer acompanhamento psicológico e prestar o acolhimento necessário diante dos danos provocados pela situação. A candidata afirmou que espera que todas as medidas acordadas sejam cumpridas.

Como funciona o exame toxicológico

Desde maio deste ano, o exame toxicológico passou a ser obrigatório também para candidatos à primeira habilitação, conforme determinação da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

A coleta deve ser realizada exclusivamente por laboratórios credenciados ou postos autorizados. Quando feita por meio de cabelo, a retirada deve ocorrer o mais próximo possível da raiz, utilizando apenas uma pequena mecha suficiente para análise. O material é armazenado em envelopes lacrados e o laboratório deve manter uma segunda amostra para eventual contraprova.

O laudo precisa ser emitido em até 15 dias e tem validade de 90 dias. O exame é capaz de identificar o consumo de substâncias psicoativas nos aproximadamente 90 dias anteriores à coleta.

O Portal O POVO PB procurou o laboratório para comentar as novas declarações da paciente e esclarecer quais providências foram adotadas após o episódio, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

 O POVO PB

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