Operação Indignus: novas investigações apontam desvios no programa ‘Prato Cheio’
14 dez 2023 - Paraíba
Novas investigações apontam desvios no programa ‘Prato Cheio’ — Foto: Divulgação
A terceira fase da operação Indignus, liderada pelo Gaeco e Polícia Civil, direciona sua investigação para um ponto específico dos possíveis desvios de gestão no Hospital Padre Zé e entidades filantrópicas: os alegados desvios ocorridos no programa Prato Cheio, financiado pelo Governo do Estado.
A operação visa apurar alegados pagamentos de propina, lavagem de dinheiro, desvio de finalidade e apropriação indevida de verbas majoritariamente provenientes dos cofres públicos, destinadas ao Instituto São José, Hospital Padre Zé e à Ação Social Arquidiocesana/ASA, envolvendo empresas e pessoas sob investigação.
As denúncias sobre esses desvios surgiram na primeira fase da investigação, evidenciando que parte dos recursos destinados ao atendimento de moradores de rua em Campina Grande e Guarabira teria sido desviada para a compra de um veículo, registrado em nome de uma ex-diretora.
Nesta nova etapa, 10 mandados judiciais de busca e apreensão são cumpridos em endereços de seis investigados e quatro empresas, distribuídos em João Pessoa-PB (três endereços) e Patos (sete endereços).
A investigação iniciou após o suposto sumiço de celulares doados pela Receita Federal às entidades. A partir desse incidente, a Polícia Civil e o Gaeco passaram a investigar possíveis irregularidades na administração do Hospital Padre Zé e demais instituições vinculadas, estimando desvios que totalizam cerca de R$ 140 milhões.
Embora um pedido de prisão de algumas pessoas tenha sido inicialmente negado, posteriormente, por determinação do desembargador Ricardo Vital de Almeida, prisões preventivas foram decretadas. No caso de Amanda, a detenção foi substituída por prisão domiciliar.
A defesa do padre Egídio buscou, sem sucesso, a soltura ou a conversão da prisão preventiva em domiciliar, solicitando alegados problemas de saúde e responsabilidades com familiares idosos. Recentemente, o Ministério Público se manifestou a favor da manutenção da prisão, refutando as alegações apresentadas pela defesa.
O Povo PB
Acompanhe as notícias do POVOPB pelas redes sociais: Instagram e Twitter.


