Padre Egídio de Carvalho se torna réu em nova denúncia de lavagem de dinheiro relacionada ao Hospital Padre Zé
25 out 2024 - Paraíba
Arquidiocese proíbe Padre Egídio de celebrar missas por suspeita de desvios no Padre Zé — Foto: Divulgação
O padre Egídio de Carvalho foi indiciado, nesta quinta-feira (24), sob uma nova acusação de lavagem de dinheiro e ocultação de bens, conforme denúncia do Ministério Público da Paraíba (MPPB). O caso é um desdobramento da Operação Indignus, que investiga desvios de recursos milionários no Hospital Padre Zé, em João Pessoa, período em que o padre atuava como presidente da unidade filantrópica. A denúncia foi acolhida pelo juiz José Guedes Cavalcante Neto, da 4ª Vara Criminal da Capital.
De acordo com o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado da Paraíba (Gaeco-PB), Egídio teria agido para ocultar sua posse real de um imóvel avaliado em aproximadamente R$ 500 mil, localizado no bairro de Cabo Branco, uma das áreas mais valorizadas de João Pessoa. Segundo a investigação, o padre teria comprado o imóvel e, no mesmo ano, transferido-o para uma criança de apenas dois anos, sem laços familiares, com o objetivo de “limpar” o dinheiro de origem ilícita.
O Gaeco aponta que, ao adquirir o apartamento, Egídio rapidamente iniciou os trâmites para transferir o bem ao nome do menor, cujos pais residiam em São Paulo. Segundo a denúncia, a transação revela uma tentativa deliberada de ocultação, com o MPPB alegando que Egídio “ocultou e dissimulou a origem, localização, disposição, entrega e propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de infração penal”.
A denúncia indica ainda que o padre desviava recursos de gestão do Hospital Padre Zé, Instituto São José e Ação Social Arquidiocesana, violando a finalidade das instituições. Além do sequestro do imóvel, o MPPB exige que o pai pague R$ 480 mil em danos materiais e R$ 1 milhão por danos morais coletivos.
O POVO PB
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