Pedido de adiamento de audiência do padre Egídio é negado pela Justiça

13 maio 2024 - Paraíba

Arquidiocese proíbe Padre Egídio de celebrar missas por suspeita de desvios no Padre Zé — Foto: Divulgação

A defesa do padre Egídio de Carvalho Neto, investigado na Operação Indignus do Gaeco, solicitou à Justiça o adiamento da primeira audiência de instrução de um dos processos, inicialmente marcada para o dia 20 próximo. Alegando a delicada situação de saúde do religioso, atualmente em prisão domiciliar, os advogados apresentaram um pedido de postergação.

No entanto, o juiz José Guedes Cavalcanti Neto rejeitou a solicitação de adiamento, levando em consideração a permanência de uma das investigadas, uma ex-diretora, sob prisão – fator que atribui prioridade à análise do processo.

Os representantes legais de Egídio apresentaram um documento médico recomendando repouso absoluto por 60 dias ao religioso.

“A decisão do magistrado permite a participação do acusado na audiência de forma virtual. Caso ele não possa ser interrogado, serão ouvidas apenas as testemunhas arroladas pelas partes, sendo posteriormente marcada uma nova audiência para o interrogatório do réu, garantindo assim o direito ao contraditório e à ampla defesa”, observou a decisão.

O advogado do padre, Rawlinson Ferraz, enfatizou a preocupação com a saúde do cliente, ressaltando a importância da autodefesa em um processo penal. Desde novembro do ano passado, Egídio de Carvalho encontra-se em prisão, e no mesmo processo, foram denunciadas duas ex-diretoras: Amanda Duarte (ex-tesoureira) e Jannyne Dantas.

O POVO PB

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