PF aponta sogra de prefeito como elo entre facção e gestão pública em Cabedelo

14 abr 2026 - Notícias / Política

Edvaldo Neto  — Foto: Divulgação

A Polícia Federal identificou a advogada Cynthia Denize Silva Cordeiro, sogra do prefeito afastado de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), como uma das figuras centrais na investigação da Operação Cítrico.

Segundo decisão judicial obtida pela reportagem , Cynthia é apontada como advogada de Flávio de Lima Monteiro, conhecido como “Fatoka”, identificado como liderança de um braço da facção criminosa Comando Vermelho no município.

De acordo com o documento, a participação da investigada não teria sido pontual. A Justiça aponta que ela teria exercido papel relevante na articulação entre agentes públicos e a organização criminosa.

“Ela teria articulado a aliança inicial entre a Prefeitura e a facção”, diz trecho da decisão .

Ainda conforme a decisão, a relação familiar com o prefeito afastado reforçaria sua influência dentro da estrutura administrativa, contribuindo, em tese, para a manutenção do esquema.

O documento também aponta indícios de uma relação de confiança entre a advogada e integrantes da facção, incluindo menção a proximidade com lideranças do grupo criminoso .

Cynthia, que já ocupou cargo na gestão municipal, não se manifestou até a última atualização.

A Operação Cítrico apura um suposto esquema que teria movimentado até R$ 270 milhões, envolvendo fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.

Além de Cynthia e Edvaldo Neto, também são investigados o ex-prefeito Vitor Hugo, servidores públicos e empresários ligados a empresas contratadas pelo município.

A Justiça determinou, inclusive, o afastamento de investigados e proibiu o acesso de alguns deles às dependências da Prefeitura, como forma de preservar as apurações.

As investigações indicam que contratos públicos teriam sido utilizados para favorecer empresas ligadas ao grupo criminoso, com possível infiltração na administração municipal.

A apuração segue em andamento e pode resultar em responsabilizações por crimes como fraude em licitação, desvio de recursos públicos e organização criminosa.

As defesas dos citados não foram localizadas ou não se manifestaram até o momento.

O POVO PB

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