O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) manteve, nesta quarta-feira (23), o indeferimento do registro…
TRE-PB manda para 1ª instância investigação contra suplente de deputado na Operação Pérfidus
28 set 2026 - Notícias
Sede do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) em João Pessoa — Foto: Edcarlos Santana
O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) decidiu, nesta segunda-feira (28), enviar para a primeira instância da Justiça Eleitoral uma investigação criminal envolvendo um suplente de deputado estadual citado na Operação Pérfidus. O nome do investigado não foi divulgado porque o processo tramita sob segredo de Justiça.
A decisão atendeu a um pedido da Procuradoria Regional Eleitoral, que apontou que os fatos investigados não teriam relação com o período em que o parlamentar exerceu mandato na Assembleia Legislativa da Paraíba. Com isso, segundo o entendimento apresentado ao tribunal, o caso não deveria permanecer sob análise do TRE-PB.
O julgamento foi relatado pelo desembargador Kéops Vasconcelos. Durante a análise, ele indicou que o processo deveria ser encaminhado ao juízo competente em João Pessoa.
Como os fatos investigados teriam ocorrido na capital paraibana, o processo deve seguir para o Juízo das Garantias de Nível 2, correspondente à 64ª Zona Eleitoral. Os demais integrantes da Corte acompanharam o entendimento apresentado pela Procuradoria Regional Eleitoral.
A mudança de instância trata da competência para analisar o processo e não representa, por si só, uma conclusão sobre a responsabilidade do investigado pelos fatos apurados.
O que é a Operação Pérfidus?
Deflagrada em 2 de junho de 2026, pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba, e pela Polícia Civil, a Operação Pérfidus investiga uma organização suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, corrupção e outros crimes relacionados à atuação de agentes de segurança pública.
A operação cumpriu nove mandados de prisão e 24 de busca e apreensão, além de uma ordem judicial para bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões em bens dos investigados.
Entre os principais alvos da investigação estão policiais civis apontados pelo Ministério Público como integrantes do grupo investigado.
Segundo a apuração apresentada pelo MPPB, a organização teria atuado no desvio de drogas apreendidas em ações policiais, com suspeita de registro oficial de apenas parte dos entorpecentes recolhidos.
Os investigados negam ou contestam as acusações por meio de suas defesas, e o caso continua em tramitação judicial.
O POVO PB
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