Um vídeo registrado durante a Operação Arena mostra o momento em que policiais interceptam o…
TRF5 concede liberdade mediante fiança de R$ 5 milhões a sócio da Pixbet preso na Operação Arena
22 out 2026 - Notícias
Diomar Tadeu Dantas de Farias estava preso desde setembro. Empresário deverá cumprir medidas cautelares, incluindo retenção do passaporte e proibição de contato com outros investigados — Foto: Divulgação
O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) concedeu habeas corpus parcial ao empresário Diomar Tadeu Dantas de Farias, sócio-proprietário da empresa de apostas esportivas Pixbet. A decisão substitui a prisão preventiva pelo pagamento de fiança no valor de R$ 5 milhões e pelo cumprimento de medidas cautelares.
Diomar Tadeu estava preso desde 17 de setembro, quando a Polícia Federal cumpriu um mandado de prisão contra ele durante a segunda fase da Operação Arena. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas relacionado a apostas esportivas.
Segundo as investigações, o esquema envolveria o envio de recursos para Curaçao, território conhecido por funcionar como paraíso fiscal. O empresário foi preso em Jacumã, no município de Conde, na Região Metropolitana de João Pessoa, após não ser localizado em Campina Grande, onde o mandado havia sido expedido.
De acordo com as informações sobre o julgamento, a decisão foi tomada pela Sétima Turma do TRF5.
Quais medidas o empresário deverá cumprir?
Além do pagamento da fiança de R$ 5 milhões, Diomar Tadeu terá de cumprir as seguintes determinações judiciais:
- Não deixar o país sem autorização da Justiça e permanecer com o passaporte retido;
- Comparecer à Justiça a cada 15 dias para informar e justificar suas atividades;
- Comunicar previamente qualquer mudança de endereço;
- Não manter contato, por qualquer meio, com os demais investigados.
O descumprimento das condições poderá resultar na perda do benefício concedido, no cancelamento da fiança e na expedição de um novo mandado de prisão.
Ernildo Júnior, primo de Diomar Tadeu e sócio majoritário da Pixbet, também foi alvo das duas fases da Operação Arena. Contra ele, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, sem registro de prisão no contexto informado.
Na primeira fase da operação, agentes da Polícia Federal abordaram Ernildo na saída de Campina Grande. Na ocasião, foram apreendidos o veículo que ele dirigia e um aparelho celular.
A investigação busca esclarecer a possível participação dos envolvidos em operações financeiras suspeitas relacionadas ao setor de apostas esportivas.
O POVO PB
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