Vereador de Junco do Seridó reconhece erro após defender pressão por voto de servidores

11 set 2026 - Notícias / Política

Roberto Cândido (União Brasil) voltou à tribuna da Câmara e afirmou que usou palavras inadequadas. Prefeito Paulo Fragoso também negou qualquer pressão sobre funcionários municipais — Foto: Divulgação

Após a repercussão negativa de uma fala sobre a participação de servidores nas eleições e a abertura de um procedimento pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), o vereador Roberto Cândido (União Brasil), de Junco do Seridó, no Sertão da Paraíba, voltou à tribuna da Câmara Municipal nesta quinta-feira (10).

Desta vez, o parlamentar adotou outro tom e reconheceu que errou ao defender, na sessão do dia 3 de setembro, que o prefeito cobrasse dos servidores contratados apoio à chapa política da gestão.

Roberto afirmou que as palavras utilizadas anteriormente foram inadequadas e reforçou que considera o voto uma escolha individual de cada cidadão.

“Reconheço que usei palavras inadequadas. Não tenho nenhum problema em dizer que errei. O voto é livre, todo cidadão tem o direito de escolher o candidato que quiser”, declarou.

Prefeito também nega pressão sobre servidores

Em nota, o prefeito de Junco do Seridó, Paulo Fragoso (PSB), negou que tenha orientado ou pressionado funcionários municipais a votar nos candidatos apoiados pelo grupo político da administração.

Segundo o gestor, a Prefeitura não compactua com qualquer prática que possa interferir na liberdade política dos servidores ou de outros cidadãos.

“A população de Junco do Seridó, assim como os servidores municipais, tem pleno conhecimento de que a atual Administração jamais compactuou com atos que possam constranger, intimidar ou restringir a liberdade política de qualquer cidadão”, afirmou o prefeito.

MPE apura possível assédio eleitoral

A declaração original do vereador também passou a ser analisada pelo Ministério Público Eleitoral, que instaurou procedimento para verificar se houve eventual prática de assédio ou coação eleitoral.

O caso de Junco do Seridó integra um conjunto de ocorrências acompanhadas pelo órgão na Paraíba. Segundo levantamento do MPE, 14 casos relacionados a possíveis situações de assédio ou coação eleitoral foram registrados em 2026, entre investigações concluídas e procedimentos ainda em andamento.

O Ministério Público Eleitoral e o Ministério Público do Trabalho também recomendaram a candidatos, partidos, coligações e federações que adotem medidas para prevenir e combater o assédio eleitoral nas relações de trabalho durante as Eleições 2026.

O POVO PB

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