TRE-PB esclarece que não determinou afastamento de prefeito eleito de Cabedelo

14 abr 2026 - Notícias / Política

Sede do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) em João Pessoa — Foto: Edcarlos Santana

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) divulgou, nesta quarta-feira (14), uma nota pública para esclarecer que não foi responsável pela decisão que afastou o prefeito eleito de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), durante a Operação Cítrico, deflagrada pela Polícia Federal.

Segundo o tribunal, a medida foi adotada fora da esfera da Justiça Eleitoral e, por isso, qualquer impacto sobre o processo eleitoral, incluindo a diplomação do gestor, ainda dependerá de análise judicial específica.

Nota oficial

No comunicado, o TRE-PB reforçou os limites de sua atuação no caso e destacou que só poderá se manifestar formalmente se houver provocação judicial.

“Eventual efeito desse afastamento na seara eleitoral será oportunamente apreciado pela autoridade competente, em processo específico”, informou o tribunal.

O afastamento de Edvaldo Neto ocorreu no âmbito da Operação Cítrico, que apura um suposto esquema de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e possível financiamento de organização criminosa no município.

De acordo com as investigações, o grupo teria atuado direcionando contratos públicos a empresas ligadas a integrantes de uma facção criminosa, em um esquema que pode ter movimentado cerca de R$ 270 milhões.

Edvaldo Neto foi eleito no último domingo (12), em eleição suplementar convocada após a cassação do ex-prefeito André Coutinho e da vice Camila Holanda. Antes disso, ele já ocupava o cargo de forma interina.

Com o afastamento, o caso passa a ter repercussão também no campo eleitoral, embora o TRE-PB tenha deixado claro que qualquer decisão sobre diplomação ou eventual mudança no resultado dependerá de análise judicial própria.

O POVO PB

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